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SEU DINHEIRO/PREVIDÊNCIA PRIVADA
Foto: Gustavo Lourenção
PGBL OU TRADICIONAL? Antes, conheça seu perfil
Prepare-se para o futuro
Dez perguntas que você deve fazer antes de escolher seu plano de aposentadoria

Fabiana Godoy

Por mais estranho que pareça, comprar previdência privada é parecido com entrar numa loja e escolher um carro. É preciso se preocupar com a credibilidade do vendedor, as condições do produto vendido e a assistência pós-venda. DINHEIRO ouviu especialistas na área e reuniu as 10 perguntas que você deve fazer antes de escolher o seu plano:

1- É bom só para a aposentadoria? Não. Previdência privada é um investimento financeiro, um plano para guardar dinheiro a longo prazo. “É impossível determinar agora o que vai se fazer daqui a 40 anos”, diz Eduardo Bom Angelo, presidente da Cigna Previdência e Investimentos. A dica é definir a melhor forma de acumular para depois pensar no que fazer com o dinheiro.

2- Então, qual a vantagem sobre um fundo de investimento? O grande apelo é o benefício fiscal. As contribuições na previdência podem ser deduzidas do Imposto de Renda até 12% da renda bruta declarada. Antes de contratar um plano, simule sua declaração. Se você fazia a simplificada, por exemplo, terá de fazer a completa para colocar as deduções. Veja se isso não reduzirá sua restituição.

3- PGBL ou plano tradicional? Enquanto o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) oferece ganho integral (transfere para o aplicador todo o lucro ou prejuízo das aplicações financeiras); o plano tradicional tem rentabilidade fixa (normalmente IGPM mais 6% ao ano). Ao optar, veja o que se encaixa melhor no seu perfil de investidor.

4- Dá para confiar? Conheça bem quem vai receber o seu dinheiro. Veja há quantos anos a instituição opera, seus ativos e tradição no mercado brasileiro. “Não basta olhar para quem dá melhor retorno ou tem o menor custo, sem conhecer a empresa”, diz Luiz Carlos Sorge, diretor do CCF Brasil Previdência.

5- Pagar essa taxa vale a pena? Não basta olhar só para a taxa. Um plano pode cobrar menos e oferecer rentabilidade menor. O ideal é verificar a rentabilidade líquida, descontadas as taxas (há três: a de carregamento paga a cada depósito, a de administração e a de gestão financeira cobradas normalmente juntas a cada mês ou por ano).

6- Posso mudar de plano se eu não estiver satisfeito? Sim. Graças à “portabilidade”, um princípio em que você pode transferir suas reservas para outra companhia. Para isso não há tributação. Se você optar por resgatar seu dinheiro, deve obedecer à carência do plano e pagar IR sobre a retirada.

7- PGBL 0 a 10 ou PGBL 10 a 30? Há produtos com nomes parecidos, mas bem diferentes. Há muitas variações na forma como eles aplicam seu dinheiro e no risco oferecido. Confira a carteira de investimentos de cada um deles.

8- Quem sou eu? Investir em previdência privada exige que você conheça seu perfil como investidor. Há planos de PGBL para todo gosto, desde os que estão 100% em renda fixa, até os que investem até 49% em renda variável. A escolha de um plano mais agressivo pode ser compensada com o tempo que você puder esperar para fazer o resgate. Afinal, poderá recuperar eventuais perdas.

9- Serei bem tratado? Há empresas que oferecem pouco e cobram caro. Antes de escolher uma, compare os serviços oferecidos, como: a periodicidade e a qualidade do extrato enviado, as informações do seu site e como funciona a central de atendimento.

10- Reclamar para quem? Se reclamar com a própria empresa não der em nada, tente o corretor de seguros. Se não for suficiente, procure o Procon ou a Susep.

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A Petrobras teve um lucro recorde de US$ 4,5 bilhões no primeiro semestre deste ano. Isso poderá aumentar os dividendos para quem comprou ações da estatal, que terá de investir quase R$ 2 bilhões para recuperar boa parte dos dutos que transportam o petróleo que ela produz. Eles estão velhos e podem causar mais um acidente. A estatal foi responsável por dois dos maiores vazamentos de que já se teve notícia no país. Você compraria as ações desta companhia? Por quê?

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