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PGBL
OU TRADICIONAL? Antes, conheça seu perfil
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Prepare-se
para o futuro
Dez perguntas
que você deve fazer antes de escolher seu plano de aposentadoria
Fabiana
Godoy
Por
mais estranho que pareça, comprar previdência privada
é parecido com entrar numa loja e escolher um carro. É
preciso se preocupar com a credibilidade do vendedor, as condições
do produto vendido e a assistência pós-venda. DINHEIRO
ouviu especialistas na área e reuniu as 10 perguntas que
você deve fazer antes de escolher o seu plano:
1-
É bom só para a aposentadoria? Não. Previdência
privada é um investimento financeiro, um plano para guardar
dinheiro a longo prazo. É impossível determinar
agora o que vai se fazer daqui a 40 anos, diz Eduardo Bom
Angelo, presidente da Cigna Previdência e Investimentos. A
dica é definir a melhor forma de acumular para depois pensar
no que fazer com o dinheiro.
2-
Então, qual a vantagem sobre um fundo de investimento?
O grande apelo é o benefício fiscal. As contribuições
na previdência podem ser deduzidas do Imposto de Renda até
12% da renda bruta declarada. Antes de contratar um plano, simule
sua declaração. Se você fazia a simplificada,
por exemplo, terá de fazer a completa para colocar as deduções.
Veja se isso não reduzirá sua restituição.
3-
PGBL ou plano tradicional? Enquanto o PGBL (Plano Gerador de
Benefício Livre) oferece ganho integral (transfere para o
aplicador todo o lucro ou prejuízo das aplicações
financeiras); o plano tradicional tem rentabilidade fixa (normalmente
IGPM mais 6% ao ano). Ao optar, veja o que se encaixa melhor no
seu perfil de investidor.
4-
Dá para confiar? Conheça bem quem vai receber
o seu dinheiro. Veja há quantos anos a instituição
opera, seus ativos e tradição no mercado brasileiro.
Não basta olhar para quem dá melhor retorno
ou tem o menor custo, sem conhecer a empresa, diz Luiz Carlos
Sorge, diretor do CCF Brasil Previdência.
5-
Pagar essa taxa vale a pena? Não basta olhar só
para a taxa. Um plano pode cobrar menos e oferecer rentabilidade
menor. O ideal é verificar a rentabilidade líquida,
descontadas as taxas (há três: a de carregamento paga
a cada depósito, a de administração e a de
gestão financeira cobradas normalmente juntas a cada mês
ou por ano).
6-
Posso mudar de plano se eu não estiver satisfeito? Sim.
Graças à portabilidade, um princípio
em que você pode transferir suas reservas para outra companhia.
Para isso não há tributação. Se você
optar por resgatar seu dinheiro, deve obedecer à carência
do plano e pagar IR sobre a retirada.
7-
PGBL 0 a 10 ou PGBL 10 a 30? Há produtos com nomes parecidos,
mas bem diferentes. Há muitas variações na
forma como eles aplicam seu dinheiro e no risco oferecido. Confira
a carteira de investimentos de cada um deles.
8-
Quem sou eu? Investir em previdência privada exige que
você conheça seu perfil como investidor. Há
planos de PGBL para todo gosto, desde os que estão 100% em
renda fixa, até os que investem até 49% em renda variável.
A escolha de um plano mais agressivo pode ser compensada com o tempo
que você puder esperar para fazer o resgate. Afinal, poderá
recuperar eventuais perdas.
9-
Serei bem tratado? Há empresas que oferecem pouco e cobram
caro. Antes de escolher uma, compare os serviços oferecidos,
como: a periodicidade e a qualidade do extrato enviado, as informações
do seu site e como funciona a central de atendimento.
10-
Reclamar para quem? Se reclamar com a própria empresa
não der em nada, tente o corretor de seguros. Se não
for suficiente, procure o Procon ou a Susep.
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