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O
EX-BANQUEIRO E O MST
Ângelo
Calmon de Sá, ex-dono do Banco Econômico, resolveu
mudar de profissão e de Estado. Trocou a Bahia pelo
Pará e a vida de banqueiro falido pela rotina de próspero
fazendeiro. Estava tudo muito bem até que o Movimento
do Sem-Terra ( MST) decidiu invadir as terras de Calmon de
Sá. A paz do ex-banqueiro acabou com o enfrentamento
dos capangas de sua fazenda com os militantes do MST. Até
agora não se sabe o número de vítimas.
Se depender do MST, o banqueiro baiano muda de ramo e volta
para a área urbana da Bahia.
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ANTITRUSTE
CONSPIRAÇÃO
Existe uma conspiração em curso no mercado farmacêutico.
Algumas empresas do setor prometem entrar com a lei antitruste
contra o laboratório Aché na Secretaria do Direito
Econômico. A acusação é de que
o gigante do setor estaria escolhendo para quem vender seus
produtos.
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SIDERURGIA
NAUFRÁGIO
O governador do Ceará, Tasso Jereissati, pode ser responsabilizado
pelo naufrágio do Porto de Pecem, construído para
atender uma siderurgia. Mas o projeto não andou. Depois,
pensou-se em levantar uma refinaria para dar função
ao porto. Também não deu certo. Agora a idéia
é usar o porto para a entrada e saída de gás
liquefeito. Detalhe: o Porto de Suap, em Pernambuco, já
desempenha este papel. |
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CONTAMINAÇÃO
AGOSTO
O
Palácio do Planalto espera o pior dos últimos seis anos. O
medo é de que a questão política contamine a economia.
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CRÉDITO
A
MAIS
O
programa Brasil Empreendedor, do Ministério do Desenvolvimento,
superou as expectativas: no primeiro semestre realizou 853 mil
operações de crédito para microempresas, 100 mil a mais do previsto.
O valor dos empréstimos foi de R$ 7 bilhões, R$ 2 bilhões acima
da expectativa inicial. |
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Em
Alta
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Em
Baixa
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| O
ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, está
decidido a tornar realidade o mercado de capitais no Brasil.
Agora, ele está enfrentando a área técnica
do Ministério da Fazenda, que aceita a pulverização
de Furnas, desde que, em um segundo momento, sejam criadas
condições para um único controlador
tomar conta do negócio. Tápias está
irredutível na proposta de pulverização.
Ele tem tudo para ganhar a queda de braço. |
Estranhou-se
no governo o empenho do presidente da Previ, Luiz Tarquínio,
em conjunto com a Telecom Itália, para pagar R$
850 milhões pela CRT. Em nome do grupo Opportunity,
sócio dos dois, o publicitário Mauro Salles
que tinha um contrato prevendo que ganharia se
o preço fosse menor conseguiu reduzir a
conta para R$ 730 milhões. Mas a Telecom e a Previ
não aceitaram a proposta do negociador. |
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| JOGANDO
FORTE |
PLANO
B |
OLHO
GRANDE |
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O presidente FHC vai jogar forte no Rio de Janeiro, território
de Anthony Garotinho e Estado em que seu índice de popularidade
não sai do chão. Em agosto, o governo retoma as
obras do pólo de gás químico, paralisadas
há oito anos. Será um investimento da ordem US$
1 bilhão, que deve gerar 4,5 mil empregos diretos e indiretos. |
O
programa de emergência das termoelétricas da Bahia,
Rio de Janeiro e Cubatão está perigando. A empresa
responsável pelo projeto está adiando a assinatura
do contrato. Se demorar mais, o ministro Rodolfo Tourinho, das
Minas e Energia, pode colocar em ação um plano
B. |
O ex-presidente do Cade, Gesner de Oliveira, está de
olho em novo cargo no governo. Quer assumir a Agência
de Promoção de Investimento do Ministério
do Planejamento, a Invest in Brazil. O candidato natural é
José Paulo Silveira, secretário de Planejamento
e Investimentos Estratégicos do Ministério do
Planejamento. |
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