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ECONOMIA/RANKING

Foto: Carlos Goldgrub/Reflexo

LILI SAFRA: Brasileira é a número 11 no ranking,
com mais de US$ 4 bi

As bilionárias
Lista inédita da revista inglesa Eurobusiness revela as 200 mulheres mais ricas do planeta

Mariana Barbosa, de Londres

» Box: “Não gosto de aparecer”

Existem listas de homens mais ricos, mulheres mais bonitas, casais mais charmosos, gente mais bem e mal vestida. Nunca antes, entretanto, houve uma lista das mulheres mais ricas do mundo. “Foi quase sem querer que chegamos até ela”, conta o editor da revista inglesa Eurobusiness, em cuja edição de agosto, que circula na Europa desde a semana passada, a lacuna foi preenchida. “Pesquisávamos para fazer a relação dos 400 europeus mais ricos, mas encontramos um número impressionante de mulheres no controle de empresas. Daí foi um pulo”, explica. Na constelação revelada depois de um ano de pesquisas brilha mais fortemente Helen Walton, 81 anos. Viúva do fundador da Wal-Mart, Sam Walton, ela possui em seu próprio nome US$ 43 bilhões em ações da companhia, que lhe rendem dividendos anuais de US$ 300 milhões. Sua fortuna é maior do que a soma da riqueza das quatro colocadas imediatamente abaixo.

Duas brasileiras aparecem na metade de cima da lista, entre as 100 mais. Lily Safra é a 11a colocada, com US$ 4,7 bilhões. Depois do seu aparecem nomes e sobrenomes que, em todo o mundo, são congruentes à riqueza. As rainhas Beatriz, da Holanda, e Elizabeth, da Inglaterra, por exemplo, respectivamente 17a e 19a colocadas. Mas também a mulher de Bill Gates, Melinda, 29a posição com US$ 2 bilhões e a neta de Aristóteles Onassis, Athina, a garota de 15 anos que possui US$ 1,1 bilhão. No 83o posto, igualmente à frente de sinônimos de dinheiro, como Miriam Rothschild (137a, US$ 730 milhões), desponta a vice-presidente do Grupo Sul América Seguros, Beatriz Larragoiti, senhora de US$ 907 milhões. “Fico feliz por estar na lista, mas acho um exagero”, disse ela ao repórter Luciano Dias, por telefone, do interior da França. Aos 70 anos, Beatriz coordenou pessoalmente as operações num momento crucial da vida da seguradora. “Em 1982, nossa parceria com o Bradesco terminou e procurei o embaixador Moreira Salles para fecharmos um acordo com o Unibanco”, diz.

Um exame apressado do ranking insinua que a maior parte dessas mulheres é rica por herança ou por divórcio. Na verdade, o cenário é outro. Mostra muitas mulheres capazes de criar, reverter ou multiplicar fortunas, como é o caso da holandesa Charlene de Carvalho, 46 anos. Ocupando a 15a posição, com US$ 3,2 bi, ela detém 50% das ações da Heineken NV, a empresa de bebidas que, nos últimos anos, cresce em média 14% ao ano. Das quarenta mulheres mais ricas, pelo menos oito ou estão na direção de suas companhias – como Adgail Johnson, do fundo Fidelity Investments (7a colocada, US$ 7,2 bi) e Susanne Klatten, da BMW (14a ,US$ 3,5 bi) – ou são diretoras-presidentes, como Liliane Bettencourt, da francesa L’Oreal (2a , US$ 13,3 bi) e Nina Wang, da imobiliária de Hong Kong Chinachem (18a , US$ 3,1 bi). “Muitas empresas encabeçadas por homens são, de fato, por mulheres poderosas”, diz o editor Cahill. Ele descobriu que 38% das empresas americanas estão em mãos femininas. Na Alemanha, esse número sobe para 60%. Quatro outras brasileiras – entre elas a acionista do banco Itaú, Milu Villela – estavam cotadas para entrar na lista, mas a Eurobusiness não conseguiu comprovar suas riquezas. “Uma pequena margem de erro é aceitável na primeira vez que se faz uma lista deste porte”, explica Cahill. É isso: se você não está na lista, pode ter sido a margem de erro!

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A Petrobras teve um lucro recorde de US$ 4,5 bilhões no primeiro semestre deste ano. Isso poderá aumentar os dividendos para quem comprou ações da estatal, que terá de investir quase R$ 2 bilhões para recuperar boa parte dos dutos que transportam o petróleo que ela produz. Eles estão velhos e podem causar mais um acidente. A estatal foi responsável por dois dos maiores vazamentos de que já se teve notícia no país. Você compraria as ações desta companhia? Por quê?

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