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PARCERIA:
Empresa de Konstantyner fatura R$ 55 milhões com produção
terceirizada
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A
onda dos sem-fábrica
Surfista
de Santos fez da Quatro K a Nike brasileira
Fabiane
Stefano
Do
plantio do algodão à confecção da camiseta.
É atuando do início ao fim da cadeia produtiva que
a Quatro K conseguiu se transformar na maior empresa brasileira
virtual do setor têxtil. Virtual mesmo, no fiel sentido da
palavra, já que não tem sequer uma unidade fabril.
De concreto, são apenas três escritórios e um
armazém para estoque de mercadorias. O resto é por
conta dos 35 parceiros da companhia que, nos moldes da gigante americana
Nike, terceiriza tudo. Somos 100% verticalizada, diz
Tales Konstantyner, de 36 anos, fundador da Quatro K. A empresa
planta, beneficia, fia, tinge, costura e comercializa; faz tudo
sem mexer uma máquina ou agulha. E a rede de fornecedores
não pára de crescer. No momento, Konstantyner negocia
um contrato com uma fiação do Ceará. É
a 36.ª parceria.
Parte
das mil toneladas de algodão consumidas por mês pela
Quatro K é plantada e beneficiada no Rio Grande do Norte,
mas a matéria-prima também é comprada no Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. De lá, o fio pronto
vem para São Paulo e Santa Catarina e é distribuído
entre as malharias associadas a Konstantyner. Embora boa parte dos
insumos venha da base de parceiras, a empresa invariavelmente recorre
ao mercado externo para dar conta dos pedidos. E a comercialização
dos produtos, feita sobretudo no Estado de São Paulo, vale
para todas as fases da cadeia produtiva. Em outras palavras, uma
parte da produção de tecidos, por exemplo, segue até
o final da cadeia e outra parte pode desembocar diretamente no comércio,
dependendo da demanda. Konstantyner dá outro exemplo: Se
o mercado precisa de fios, aumentamos a produção deste
material e deixamos de lado tecidos. Nossa flexibilidade é
grande.
Há
13 anos no mercado, a Quatro K começou suas atividades em
Santos (SP) como uma confecção fundo de quintal. Na
época, a empresa tinha apenas quatro máquinas, uma
costureira e o jovem empresário que, além de cuidar
da parte administrativa, também fazia as vezes de cortador
de tecidos. Hoje, a Quatro K gera 5,5 mil empregos indiretos, embora
apenas 105 funcionários estejam em sua folha de pagamento.
Dividimos os custos com os parceiros, diz o empresário,
que se tornou surfista depois que começou produzir moda para
as praias, com a grife Natural Art. Para este ano, Konstantyner
prevê um faturamento de R$ 55 milhões, contra os R$
35 milhões do ano passado. A expectativa para o ano que vem
é produzir mil toneladas de tecido tingido, dobrando a capacidade
atual. Como a empresa vem exibindo crescimento de 60% ao ano desde
1996, não é difícil imaginar que os planos
desse ex-militar, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras,
vão se concretizar.
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