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RECORDE MUNDIAL: Quarto episódio tem tiragem
de 5,3 milhões de exemplares
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Harry
Portter o mágico das livrarias
Personagem
infanto-juvenil é o maior fenômeno editorial da história.
Em
plena era do videogame, dos computadores, da tevê via Internet,
quem apostaria que crianças e adolescentes de todo o mundo
fariam fila em frente a livrarias? Quem diria que eles se debruçariam
durante horas e horas, lendo e relendo um catatau de mais de 700
páginas, sem figuras, apenas as velhas letrinhas negras impressas
sobre papel branco? Há quatro anos, a editora inglesa Bloomsbury
e a escritora J. K. Rowling bancaram a aposta. Agora, têm
na mão o maior fenômeno editorial de todos os tempos:
o personagem Harry Potter. Os três primeiros romances de Rowling
contando as aventuras do aprendiz de feiticeiro venderam mais de
30 milhões de exemplares, traduzidos para 35 idiomas em 200
países. O quarto, Harry Potter e o Cálice de Fogo,
chegou às prateleiras tradicionais e virtuais de vários
países no sábado, 8. A tiragem foi de impressionantes
5,3 milhões de livros, um recorde mundial, e a expectativa
é de que se esgote rapidamente. Apenas a livraria virtual
Amazon havia recebido mais de 300 mil encomendas antes de iniciar
a distribuição.
Harry
Potter é uma espécie de Pokémon literário.
Nos Estados Unidos e na Inglaterra, tomou conta do topo de todas
as listas dos mais vendidos. A do jornal The New York Times, por
exemplo, chegou a apresentar o personagem em primeiro, segundo e
terceiro lugares por várias semanas. Seu sucesso estrondoso
transformou a escritora britânica em uma milionária
estrela do showbiz. Ela faturou US$ 42 milhões no ano passado,
ocupando a 25ª posição na relação
das celebridades mais bem pagas da revista Forbes. As ações
da Bloomsbury subiram mais de 800% de 1998 para cá graças
ao fascínio da geração videogame pelas histórias
do pequeno órfão que vive entre bruxas e duendes.
Apenas o novo lançamento deve render US$ 125 milhões
em vendas.
A
febre e os lucros só não são maiores porque
a autora e a editora têm se mantido firmes na decisão
de não transformar o personagem numa estrela da indústria
de licenciamento. Não há bonecos de Harry Potter à
venda e Rowling tem se esforçado para que permaneça
assim. Ao negociar com a Warner Brothers a venda dos direitos para
a produção de um filme sobre sua obra, essa foi uma
das exigências a precisão do estúdio
é lançar a fita em setembro de 2001. Muitos pais adoraram
a estratégia. O que posso dizer a quem está
preocupado com merchandising é acreditem, estou do
seu lado, afirma Rowling.
A
trama do quarto livro de Rowling foi mantida em sigilo, aumentando
a expectativa em torno do lançamento. No Brasil, o mistério
permanece pelo menos até o ano que vem. A Editora Rocco,
dona dos direitos de publicação no País, ainda
prepara-se para pôr no mercado o segundo episódio da
série, Harry Potter e a Câmara dos Segredos. O primeiro,
Harry Potter e a Pedra Filosofal, saiu em abril passado e, apenas
na primeira edição, vendeu 30 mil exemplares. Pouco
diante dos números internacionais, mas bastante em um País
em que as tiragens médias são de 3 mil livros.
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