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LUCROS
NA EUROPA: Resende, da marca de cosméticos Valmari,
tem propostas
da Itália e Espanha
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Endereço:
O Mundo
Franquias brasileiras
abrem filiais em vários continentes e conquistam o mercado global.
Marta
Barbosa
Quem
um dia, quando esteve fora do País, já não
ouviu referências ao futebol, ao café e até
mesmo à laranja brasileira? Isso ainda não mudou,
pelo menos na cabeça dos estrangeiros. Só não
se assuste se, na sua próxima viagem, ouvir falar também
das franquias do Brasil. Isso porque elas nunca tiveram tanto mercado
na Europa e nos EUA como agora. Em 96, existiam 24 unidades de marcas
nacionais instaladas em outros países. Hoje,
são 300. E pelos cálculos da Associação
Brasileira de Franchising (ABF) esse número deve crescer
nos próximos anos. Algo como cinco novas unidades por mês.
O empresário brasileiro é ousado, diz
Ricardo Yang, presidente da ABF.
Idéias
de negócios que deram certo aqui e, por isso, chamam atenção
de investidores estrangeiros, que reproduzem a marca e a estrutura
de funcionamento em lugares tão distantes como Texas ou Lisboa.
E se quando falamos em marcas tupiniquins as primeiras referências
são gigantes como O Boticário ou Localiza, aqui vai
outra surpresa: empresas de médio porte e nem tão
conhecidas assim também fazem sucesso lá fora. O
essencial é ter disposição para trabalhar com
um parceiro a distância, diz Paulo Antunes, diretor
internacional da ABF. Não existe fórmula mágica:
para encontrar quem queira revender seu produto é preciso
antes saber vendê-lo. E o caminho mais rápido para
conseguir espaço lá fora são mesmo as feiras
de negócios. Nossa atuação em congressos
tem ajudado a consolidar a marca, explica Silvestre de Resende,
diretor da Valmari, empresa de cosméticos com sede em São
Paulo. Por conta das feiras, a Valmari abriu uma loja de revenda
de cosméticos há dois anos e prevê inaugurar
outra franquia até o fim do ano, as duas em Portugal. O grupo
também avalia propostas do Chile, Espanha e Itália.
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EXPANSÃO:
Silva e Galvão levaram a escola Anglo para Portugal
e Estados Unidos
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Apesar
do sucesso de marcas brasileiras no Exterior, há sempre os
percalços pelo caminho. Administrar um franqueado a distância
não é fácil e custa caro. Cabe ao franqueador
a adaptação do material, dos treinadores e até
do produto. Um exemplo? Todos os livros da Anglo School, escola
de idiomas e informática com sede em Jundiaí (SP),
estão sendo modificados para serem usados nas unidades de
Portugal e da Inglaterra, que serão inauguradas em 2001.
O investimento é de R$ 40 mil. Vamos recuperar esse
dinheiro em um ano, diz Armênio da Silva, consultor
da escola. A empresa já tem uma franquia nos EUA. Quem torce
para que o sucesso da Anglo no Exterior continue é o empresário
Luiz Galvão. Ele é dono de uma escola em São
Paulo e está repetindo a dose em Lisboa.
Do
outro lado do balcão, o dos franqueados, a parceria com marcas
brasileiras também tem seu preço. Para instalar uma
franquia fora do País, o empresário vai gastar até
50% a mais do que se fosse fazer no Brasil. Reproduzir a marca da
escola de idiomas Wisdom, de Curitiba, por exemplo, custa em média
R$ 80 mil por aqui. Na Europa, pode chegar a R$ 110 mil. Se serve
de estímulo, não se tem notícia, pelo menos
até hoje, que alguma franquia brasileira tenha fechado as
portas no Exterior.
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