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RUBINATO E FAMÍLIA: Seguro de vida após o nascimento do primeiro filho
Seguro de vida
Faça o seu já. O que a sua empresa oferece não é suficiente

Fabiana Godoy

AVocê está relutando em ler esta reportagem porque acha que seguro de vida não lhe diz respeito. Afinal você ainda é jovem ou – o argumento mais comum de todos – sua empresa já oferece um plano aos funcionários e, portanto, não há com o que se preocupar. Pois é melhor pensar no assunto com mais cuidado. Na verdade, quanto mais cedo você se preocupar, menos dinheiro terá que gastar. “Em caso de morte, o seguro de vida garante que a sua família não terá de dilapidar seu patrimônio”, diz Umberto Fabbri, diretor-executivo de seguros do Citibank. “É um dinheiro pago imediatamente, sem impostos”.

Um dos erros mais comuns nessa área é o de confiar apenas no seguro da empresa onde você trabalha. Apesar de mais barato que fazer um seguro individual, nem sempre a cobertura é a ideal para o seu caso. Por exemplo, se o seu padrão de vida exigir mais do que a cobertura oferecida, você estará descoberto. Além disso, se mudar de emprego, perde tudo que já pagou – e quando for comprar um seguro individual, anos depois, terá de pagar mais caro, de acordo com a idade mais avançada. Outro comodismo que pode sair caro é comprar no Brasil um seguro americano, com a ilusão de estar mais protegido. “Além de ser proibido pela lei brasileira, se houver um problema será mais difícil de resolver”, explica o consultor Antônio Penteado Mendonça.

Antes de escolher o produto ideal, tenha em mente que esse seguro – nas palavras de Jorge Ricardo de Souza, da seguradora Axa – “é apenas uma garantia de continuidade do padrão de vida da sua família”. O ideal é levantar seu custo de vida atual, projetá-lo para os próximos cinco anos e, assim, chegar ao valor da apólice. Outro ponto crucial é definir quando fazer. “Você deve pensar nisso quando começa a ter pessoas dependendo da sua renda”, diz Ronald Kaufmann, diretor da Sul América Aetna. Foi o que fez o empresário paulista David Rubinato, 38 anos. Em fevereiro, logo após o nascimento de Arthur, ele fez um seguro de vida. “É uma questão de consciência”, diz. Lembre-se: filhos não são os únicos dependentes.

Não pense apenas na cobertura para morte. O seguro de vida também é útil em situações onde a pessoa fica sem condições de trabalhar (coberturas para invalidez). E as empresas brasileiras estão oferecendo coberturas cada vez mais sofisticadas, incluindo, por exemplo, o diagnóstico de doenças graves, despesas hospitalares, transplantes de órgão, viagens e auxílio-educação da família. Outra novidade é a variação de acordo com o perfil do segurado. Há descontos de 5 a 10% para mulheres e, na seguradora Metlife, por exemplo, não-fumantes, doadores de sangue e pessoas com boa relação entre peso e altura pagam menos. É claro que essas coberturas extras custam mais. Um plano de R$ 200 mil pode custar aos 30 anos de idade R$ 42,00 por mês se for simples e R$ 83,00 com auxílio-educação. Há ainda os seguros resgatáveis, que permitem o saque parcial ou total do valor pago, como uma espécie de previdência privada. Assim como nos outros planos de vida, a correção dos prêmios é pelo IGP-M e, normalmente, o resgate integral só é permitido após 10 a 20 anos. Se você estiver de olho nesse produto só pelo lado financeiro, opte por um plano de previdência privada, que tem isenção de IOF. Uma última dica: seguro de vida, como qualquer contrato, exige atenção às entrelinhas. Não omita doenças pré-existentes. Se você esconder um problema e ao receber o prêmio ele for constatado, seu investimento de 15 anos pode ir ladeira abaixo.

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