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MOEDA FORTE

VILLARES

Foto: Gustavo Lourenção

O ministro do Planejamento de Geisel, João Paulo dos Reis Velloso, explica a ascensão e queda da Villares. Em 1975, o crescimento da indústria de bens de capital e aço era uma prioridade para o Estado. O BNDES emprestou dinheiro. Mas as mesmas estatais que deram apoio à expansão da Villares, anos depois de Geisel passaram a só comprar equipamentos no Exterior, em função de acordos com o FMI. Sem os clientes públicos, a vida da Villares ficou difícil. E agora está à venda.

BOI NA LINHA
A intervenção da Anatel na CRT causa preocupação na diretoria da Brasil Telecom, que ainda insiste em comprar a empresa das mãos da Telefonica. A razão é que, enquanto estiver sob intervenção, a empresa deve atrasar seu cronograma de investimentos. E isso dificultará ao novo controlador atingir as metas estabelecidas pela Anatel. Se até 2002 não tiver instalado todas as linhas previstas, a empresa controladora ficará impedida de atuar em outras áreas.

PROVA DOS NOVE
De um empresário paulista cansado de ouvir falar dos “ganhos de produtividade” causado pela abertura às importações: “Se melhoramos tanto assim nossa competitividade, por que as exportações não aumentam?” Faz sentido.

CRÉDITO I
O crédito está aumentando consideravelmente. Essa é a conclusão de Octavio de Barros, economista-chefe do BBVA. Segundo suas estimativas, as carteiras livres dos bancos (nas quais há liberdade total para empréstimo dos recursos) aumentaram o volume em 45% para pessoas físicas, e 35% para jurídicas, nos últimos 12 meses.

CRÉDITO II
A Quatro K, maior empresa do setor têxtil completamente terceirizada, não tem do que reclamar das taxas de juros. Ela vem tomando empréstimo a taxas que variam entre 20% e 25% ao ano, de bancos como Bradesco, Itaú, Sudameris e Safra. Como a saúde financeira da Quatro K vai bem, ela foi classificada como AA – categoria de crédito que, segundo o BC, não precisa de provisão nenhuma para garantir o empréstimo.

 

VOLTA DA SUDECO
O ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional, pretende reeditar até o fim do ano a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), extinta na era Collor. O nome da nova secretaria ainda não foi escolhido, mas o titular da pasta será Marcos Formiga, assessor especial de Bezerra. A criação do órgão depende apenas de autorização do Ministério do Planejamento e do Gabinete Civil.

FORÇA ALEMÃ
A alemã Basf está investindo pesado na América do Sul. Até 2004, serão US$ 500 milhões na expansão e criação de fábricas.
O Brasil irá concentrar 85% dos investimentos e já estão previstas duas novas fábricas: uma na cidade de Guaratinguetá e outra em São José dos Campos, ambas no interior de São Paulo. A primeira irá produzir acrilato de butila, matéria-prima usada em tintas, adesivos e no setor têxtil. A de São José fará poliestireno, usado principalmente na indústria de refrigeração. A empresa irá gastar cerca de US$ 80 milhões nas duas unidades.

É O IMPOSTO, ESTÚPIDO

O Federal Reserve de Alan Greenspan desconfia que por trás da recente desaceleração da economia dos Estados Unidos, festejada como início do “pouso suave”, existe pouco de ajuste da atividade econômica e muito de um inesperado e novo efeito sazonal. Acontece que neste ano, pela primeira vez, os americanos receberam suas restituições do Imposto de Renda no primeiro trimestre, e não no segundo. A redução do consumo entre abril e junho pode ser apenas o fim da gastança das restituições.

ENQUETE

O balanço do BC deve
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Sim
Não

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FÓRUM

O Brasil vive uma crise de energia e há riscos de apagões a partir do próximo ano. Deve haver algum tipo de compensação para empresas e consumidores que ficam no escuro? Como seria?

A carga tributária do País aumentou neste ano. O dinheiro arrecadado foi bem utilizado? Por quê?

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