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TERÇO
HIGHTECH: versão de Waldemar gera receita de R$ 1,2 mi
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Terço
em forma de cartão
Rezando, o empresário Waldemar Foschini aumentou seu rendimento
anual em R$ 1,2 milhão. Milagre? Não. Waldemar teve
a feliz idéia de criar uma versão high tech do terço,
um artigo religioso milenar. O Terço Card, como foi batizada
sua invenção, é parecido com um cartão
de crédito. Confeccionado em PVC, o produto pode ser carregado
na carteira e nada deixa a dever para o terço tradicional.
Para não perder as contas das ave-marias e padres-nossos
a serem rezados, o cartão possui bolinhas prateadas em alto
relevo. O terço era o mesmo desde o século 13,
justifica o empresário, que cobra R$ 0,80 por cartão.
A idéia não surgiu dos céus. Antes de criar
a Presscard, há quatro anos, Waldemar já fabricava
cartões magnéticos para bancos e administradoras de
cartões de crédito. Foi quando ele percebeu que poderia
lucrar com produtos de baixo valor agregado, que custam menos de
R$ 1 por unidade. Como precisa vender em grande quantidade, a Presscard
incluiu entre seus clientes algumas editoras e também bancas
e centros comerciais de Aparecida do Norte, cidade do interior de
São Paulo que recebe romeiros de todo o Brasil. A próxima
tacada do empresário será a fabricação
de terços bizantinos para os fiéis do padre Marcelo
Rossi. Seu objetivo é bem claro: aumentar a produção
mensal de 80 mil para 280 mil terços.
Reis do palito
Foram 100 bilhões de palitos em 45 anos de atividade da empresa
Gina. Oswaldo Rela Junior, um dos herdeiros e presidente da empresa
que leva o apelido de sua avó, exibe orgulhoso a espantosa
marca. O sucesso empresarial foi alcançado graças
à praticidade do produto. Em 1976, enquanto os concorrentes
vendiam palitos envolvidos em papel celofane, a Gina inovou e começou
a vendê-los em embalagens de papelão. Assim, podiam
ser levadas à mesa, como paliteiro. A unidade, hoje, é
vendida no atacado a R$ 0,15 e garante 40% do faturamento da empresa,
de R$ 24 milhões. O restante provém de palitos para
churrasco, pregadores de roupa, canudos plásticos e papel
alumínio. Nada mal para uma empresa que nasceu a partir de
uma oficina mecânica.
Vitória sobre multinacional
Luis Gonzaga Dias montou, em 1967, uma fábrica de fitas
celofanes e a batizou com o nome de Adere. Com o irmão fez
a sociedade, que hoje é uma das maiores fabricantes de fitas
adesivas do País, com faturamento de R$ 40 milhões
anuais. A fita crepe, seu carro-chefe, tem 40% do mercado brasileiro.
Boa parte das conquistas está associada ao preço,
R$ 0,80, cerca de três vezes mais baixo do que o das fabricantes
internacionais, como a 3M. Essa vantagem, no entanto, não
tem evitado a queda de produção na Adere a
empresa está produzindo a 60% da capacidade. A melhora nas
vendas, segundo Luís, é esperada para este ano.
Aliança
com os grandes
Foi em uma garagem de 200 metros quadrados no bairro de Sapopemba,
na zona leste de São Paulo, há quinze anos, que o
empresário Fábio Guaraná começou sua
carreira empresarial. Ele recebeu ajuda da família para montar
um pequeno negócio com produtos derivados do alumínio.
Vislumbrando alianças com grandes varejistas, Fábio
saiu de Sapopemba para montar uma fábrica de 1.800 metros
quadrados em Cajamar, interior de São Paulo. Hoje emprega
mais de 70 pessoas, abastece os supermercados das redes Sonae, Sendas
e Pão de Açúcar com seu produto de R$ 0,75
e exibe uma receita anual de R$ 15 milhões. O próximo
passo: inaugurar a fábrica em Campo Limpo Paulista, que consumiu
investimentos de R$ 1 milhão. No fim do ano, quando estiver
em operação, a nova unidade praticamente dobrará
a produção da companhia, para 280 toneladas por mês.
Em rolos de alumínio, isso significará passar de 1
milhão de unidades mensais para 2,5 milhões. Dentro
deste volume está a produção do rolos Alfa,
marca feita exclusivamente para a rede Pão de Açúcar.
Campo Limpo fabricará ainda esquadrias, um novo filão
a ser explorado pelo empresário. Fábio também
pretende exportar para os países do Mercosul. De resto, o
dono da Alumileste só quer uma coisa: curtir os 18 cavalos
quarto-de-milha que mantém em seu haras, na mesma Campo Limpo
Paulista onde vai construir a fábrica.
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