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NEGÓCIOS/PUBLICIDADE
Foto: Biô Barreira
CRESCIMENTO: Em um ano, Alexandre Gama ampliou sua carteira de um para 18 clientes

Neogama entra na rede
Agência deve faturar este ano R$ 90 milhões

Alexandre Gama se acomoda na poltrona de sua sala de paredes de vidro, na sede da Neogama, em São Paulo, e faz um balanço simples. Há um ano ele tinha em sua carteira de clientes um único nome, Gradiente, e sobre sua agência os olhos atentos dos executivos do grupo BCOM3, o qual havia se associado. Passados 365 dias, seu portfólio exibe 18 clientes, um faturamento de R$ 90 milhões e o reconhecimento do grupo americano de que a Neogama é a segunda mais criativa do BCOM3 em todo o mundo. Pausa para um charuto Hoyo de Monterrey? Agora não. Ele está ocupado, preparando o desembarque de sua agência na Internet. “Serão duas ações. Uma para a BradescoPrev e outra para a Gradiente”, revela à DINHEIRO.

Ele discorda da reverência excessiva que o mercado publicitário dispensa à Internet. Tudo porque é pensamento unânime entre os profissionais de propaganda que ainda não apareceu alguém que soubesse explicar como trabalhar no novo meio. De acordo com Gama, a solução pode ser mais simples do que se supõe. “O negócio é tratar a Internet como mais uma mídia e contratar os fornecedores certos”, ensina. Apostando nessa idéia, Gama fechou uma parceria com a empresa MSolutions. A companhia vai desenvolver soluções, como no caso da BradescoPrev e Gradiente, para levar a propaganda à Web.

O estilo tranqüilo de tratar um assunto novo como a Internet se reflete também na sede da agência. O prédio na Vila Olímpia, em São Paulo, era uma antiga fábrica de televisores que foi alugada e reformada. As obras terminaram há três meses. A luz natural, os amplos espaços e as paredes de vidro chamaram a atenção da BCOM3. Tanto que os executivos na sede, em Chicago, pediram fotos detalhadas do projeto arquitetônico da associada paulista. O motivo: em nenhuma das 200 agências ligadas ao grupo existe um estilo tão arrojado e despojado como na de Gama. Ele explica que os americanos iniciaram um processo de discussão sobre o melhor modelo para o local de trabalho. Então a Neogama seria o modelo? “Pode ser”, sorri. E Gama ganharia o mundo.

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