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ATOR
PRINCIPAL: Emílio Odebrecht
mudou de papel para ter final feliz
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Luz
no fim do túnel
Troca de comando
na Copene está próxima
Marco
Damiani
Por
R$ 1 bilhão, não se fala mais no assunto. A cifra
e a conclusão unem neste momento o empresário Emílio
Odebrecht, a família Mariani e o ex-banqueiro Ângelo
Calmon de Sá, donos de 56% das ações da Companhia
Petroquímica do Nordeste (Copene). Na quinta-feira passada,
uma reunião na sede do Banco Central em Brasília com
representantes dos dois grupos industriais definiu os primeiros
contornos do leilão das ações. O comunicado
oficial não deu pistas sobre como ou quando acontecerá,
mas o encontro foi interpretado por representantes da Odebrecht
como um avanço na direção da mudança
do controle acionário do Pólo Petroquímico
de Camaçari. Temos um sinal verde bem claro,
disse à DINHEIRO um alto executivo da Odebrecht. Vamos
deixar o pólo, se pagarem bem, mas poderemos continuar com
a Trikenn, completou a mesma fonte, referindo-se à
empresa do grupo que produz PVC e é, no momento, uma das
mais rentáveis da organização.
Durante
muitos momentos desta história arrastada, iniciada em 1997,
várias alternativas de encerramento foram rascunhadas. No
início, o Grupo Odebrecht chegou a costurar uma parceria
com o grupo Ultra, do empresário Paulo Cunha, para comprar
em leilão a parte do antigo banco Econômico e do grupo
Mariani. A Dow Química, maior grupo mundial no setor, era
a adversária. O governo, com outros planos estratégicos,
evitou marcar forma e data. Essa indefinição dura
até hoje, mas o quadro nos bastidores mudou radicalmente.
Apertado por um endividamento crescente, a Odebrecht aceitou abrir
mão de seus projetos de crescimento e concentrar suas atividades
em petroquímica no Rio Grande do Sul, onde fabrica polietileno.
Nesse movimento de saída, porém, firmou protocolo
de intenções com o grupo Mariani e Ângelo Calmon
de Sá para vender conjuntamente suas ações.
A Dow não conseguiu completar uma operação
de compra da Union Carbide, nos EUA, por falta, até o momento,
de aval do órgão regulador antitruste. Quanto ao Ultra,
assinou no ano passado protocolo de intenções com
o BNDES para conseguir por empréstimo os recursos necessários
para arrematar a Copene. Com os papéis invertidos desta
forma, talvez agora cheguemos todos a um final feliz, diz
o representante da Odebrecht.
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