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SINGER:
Empresas que não entregam o que o consumidor quer vão
fracassar
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Manual
do e-investidor
Especialista conta
quem deve vencer na Internet
Ernesto
Bernardes
Lowell
J. Singer é o analista-chefe de Internet do Robertson Stephens,
o banco de investimento americano que mais faz negócios na
rede foram US$ 100 bilhões em transações
no ano passado, incluindo 233 IPOs. Antes de vir ao Brasil para
um simpósio sobre investimentos na rede, ele concedeu entrevista
a DINHEIRO. A seguir, algumas de suas lições. Aprenda
com ele.
Reconheça
o sobrevivente
Quem possui um bom time (ou seja, bom gerenciamento) tem mais chances
de sobreviver. Quem procura oportunidades locais, também.
Pergunte sempre: qual é o mercado real que a empresa está
buscando? Vejo muitas companhias com idéias interessantes,
mas que não têm razão de ser para o consumidor,
e por isso não colam.
Internet
é imprevisível?
Warren Buffet diz só investir naquilo que entende. A Internet
lida com coisas complexas, como novas tecnologias e avaliação
de valor de marca. Mas já está claro quem são
os grandes na rede. Amazon, AOL, Ebay agora acenam com retornos
significativos para os acionistas. A preocupação de
Buffet fazia sentido dois anos atrás, quando era difícil
ver quem seriam os sobreviventes.
B2B
ou B2C?
O mercado potencial de business to business é dez vezes maior
que o business to consumer. Em ambos há bons investimentos
a longo prazo. B2B não tem atraído os holofotes, mas
logo haverá tantos negócios milionários na
área que os investidores se voltarão para ela.
Lucros
A lucratividade finalmente se tornou importante. Quem começar
a dar lucro mais cedo será candidato a vencedor em sua faixa
de atuação. As empresas que estão no fim das
reservas de capital e só prometem lucro daqui a dois anos
estão numa situação difícil. Em três
anos, será raro encontrar um negócio de Internet ainda
de pé sem dar lucro.
Internet
enablers
Um grupo de empresas deve se dar especialmente bem. São as
que fornecem serviços para fazer a Internet funcionar. Essa
faixa vai das companhias de marketing, que atrairão audiência,
às que vendem conteúdo e funcionalidade para os sites.
Um exemplo são os commerce enablers, que vendem ferramentas
para que os websites funcionem melhor e vendam melhor.
Logística
Empresas que não entregam o que o consumidor quer vão
fracassar. Não importa o quão bonitinho é o
site ou como é interessante seu modelo de negócio.
No Natal, a E-toys, que era boa de propaganda e teve muitos pedidos,
não deu conta de muitas entregas. Esses clientes nunca mais
comprarão lá. Ter site bonitinho é fácil,
o difícil é atender bem o consumidor.
Microsoft
x Justiça
O índice Nasdaq foi afetado pelo caso. Mas, sinceramente,
não conheci nenhum investidor que tenha desistido de pôr
dinheiro na Internet por causa do processo da Microsoft.
Os
sobreviventes
Observe o Yahoo!. Tem boa marca, a tecnologia nem é tão
fantástica, mas entrega ao consumidor exatamente o que promete.
É como o McDonalds. Pode não ser o melhor hambúrguer
do mundo, mas quando você chega ao balcão sabe exatamente
o que vai encontrar.
Os
perdedores
A NBC Internet causou animação no mercado, mas apresenta
resultados ruins. A marca da NBC-TV era boa. Mas mirou em muitos
alvos diferentes ao mesmo tempo. Quem tenta oferecer coisas demais
para pessoas demais, em setores demais, acaba não sendo nada.
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