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CAIO:
Megaunidade terá pianos bar e Doutores do Riso
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Injeção
financeira
Delboni, capitalizado,
abre oito laboratórios
Quando,
em 1961, quatro médicos da Escola Paulista de Medicina fundaram
um pequeno laboratório em São Paulo, não podiam
imaginar que o empreendimento se transformaria num dos negócios
mais saudáveis na área de medicina no País.
A rede de laboratórios de análises clínicas
Delboni Auriemo ganhou maioridade e está expandindo suas
atividades pelo mercado de medicina diagnóstica. Essa volúpia
por mercado ganhou fôlego em agosto do ano passado graças
ao desembarque de três novos sócios: o Patrimônio
Private Equity e o Chase Capital Partners, além do grupo
americano da área de análises clínicas Latin
American Health Care. Um ousado plano de investimentos, com o desembolso
de R$ 180 milhões, está sendo implantado para ampliar
a rede e modernizar os serviços prestados. Depois de quase
um ano de nova gestão, o presidente Caio Auriemo (dono de
51% de participação) festeja a conquista de uma posição
confortável dentro do setor. Do total de pessoas atendidas
pelos serviços privados de laboratório na maior cidade
do País, 15% passam pelo Delboni Auriemo.
Nesta
semana, o médico Auriemo e os sócios têm outro
motivo para brindar. Uma megaunidade, que custou perto de R$ 18
milhões, abre suas portas na Zona Sul paulista para mais
de duas mil pessoas por dia. O laboratório oferece novidades
no atendimento. A tensão dos exames clínicos poderá
ser dissipada com a descontração de um piano's bar,
a alegria dos Doutores do Riso (grupo de médicos que trabalham
vestidos de palhaços) e até a recepção
calorosa de funcionários de meia idade. Até junho
de 2001, pelo menos R$ 70 milhões estão reservados
para a abertura de oito novos laboratórios três
megaunidades. Queremos espalhar laboratórios por toda
São Paulo, explica. Será como shopping,
supermercado e até McDonalds: as pessoas contarão
com o Delboni Auriemo do lado de suas casas. Em 1999, a empresa
já havia destinado cerca de R$ 30 milhões a reformas
de laboratórios e arrematado, por um valor que não
divulga, as dez unidades da rede Lavoisier.
A
animação com o futuro do Delboni Auriemo é
motivada, na visão de Auriemo, especialmente pelo crescimento
que a medicina privada vem apresentando desde o Plano Real. Segundo
a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge),
em 1999, mais de 41 milhões de pessoas foram atendidas por
planos de assistência médica e seguros-saúde.
Em 1994, apenas 20 milhões tinham acesso à assistência
médica privada. E como isso reflete na empresa? Segundo o
doutor Auriemo, é aguardada uma ampliação no
número de pacientes atendidos em 1999 de 1,4 milhão
para 2 milhões em 2000. E mais: a receita de R$ 110 milhões,
no ano passado, deverá saltar para R$ 160 milhões,
em 2000.
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