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NEGÓCIOS/ENTREGAS
AMÉRICA LATINA: Investimentos de US$ 100 milhões no Brasil para alcançar a liderança na região
US$ 1 bi em tecnologia
Investimentos deste porte fizeram da UPS a maior empresa de entregas expressas do mundo

Laura Somoggi

Ping-pong: Retorno Garantido

Da cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, são controladas todas as operações da UPS (United Parcel Service), a maior empresa do mundo em entregas expressas. São 85 pessoas monitorando um serviço que emite anualmente mais de 1,5 milhão de faturas e libera 5 milhões de encomendas. Isso só é possível devido a investimentos que chegam a US$ 1 bilhão por ano, somente em tecnologia. Para se ter uma idéia do que isto representa, é o mesmo valor gasto pela Renault para instalar uma fábrica no Paraná.

A empresa, que faturou US$ 27,1 bilhões no ano passado, atua há quase 100 anos nos Estados Unidos. Por aqui, onde está desde 1995, é menos conhecida do que concorrentes como Federal Express e DHL. Mas os executivos da UPS querem reverter esse quadro. No ano passado, investiram US$ 100 milhões nas suas operações nacionais (expansão do terminal de Campinas, compra de aeronaves, melhorias na sede e tecnologia). A UPS ainda não faz remessas domésticas, só importações e exportações. E tem se concentrado mais na entrega de cargas – daí o interesse na compra da Challenge Air Cargo. O acordo só depende da aprovação do governo americano. “A UPS terá a maior linha de carga da América Latina”, diz Robert Elizondo, vice-presidente para a região.

As operações no Brasil são muito mais tímidas se comparadas com as americanas. Mas, também aqui, o foco em tecnologia começa a se fortalecer. “Hoje, a UPS do Brasil faz praticamente tudo o que ela faz nos EUA”, diz Bruno Ehlers, gerente de informática da empresa no País. Os brasileiros já têm acesso a softwares como o UPS Online WorldShip e o UPS Online Envoy. Estes equipamentos permitem o processamento rápido das encomendas, além do rastreamento e verificação da entrega.

Outro diferencial é um aparelhinho chamado Diad (Delivery Information Acquisition Device). Cada entregador da UPS usa o Diad para registrar todas as informações necessárias ao envio da encomenda e a assinatura digital do cliente. Antes, quando eles usavam papel para anotar essas informações, uma chuva ou uma caligrafia descuidada podiam atrapalhar tudo. “Agora, podemos dar informações sobre alguma entrega minutos depois que ela foi despachada”, diz John Menna, vice-presidente de marketing para as Américas. Segundo Ehlers, a UPS quer melhorar ainda mais a eficiência no Brasil. Os softwares poderão ser baixados pela Internet e o site brasileiro ficará mais completo e fácil de acessar. “Os investimentos em tecnologia independem do tipo de mercadoria a ser entregue. Pode ser uma foto de casamento ou uma turbina de avião”, diz ele. “Para nós, os dois são apenas um código.” A única coisa que eles não entregam são as cifras da companhia no País.

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