CAPA
 ÍNDICE DA REVISTA
 EDITORIAS
 A SEMANA
 E-COMMERCE
 ECONOMIA
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 FINANÇAS
 MERCADO DIGITAL
 MÍDIA & CIA.
 MOEDA FORTE
 NEGÓCIOS
 PODER
 SEU DINHEIRO
 CANAIS
 DIRETO DA REDAÇÃO
 COLUNAS/ARTIGO
 CONEXÃO DIRETA
 ESPECIAIS/MULTIMÍDIA
 GALERIA DE FOTOS

BUSCA
 
 EXPEDIENTE
 FALE CONOSCO
 EDIÇÕES ANTERIORES
 ASSINATURAS
 PUBLICIDADE
 ASSINE A NEWSLETTER


ÍNDICE DAS BOLSAS
Clique aqui

 

FINANÇAS/SEGUROS
Foto: Carol Quintanilha
PRONTO PARA COMPRAR: O presidente Sanford Weill (à direita) já aprovou a operação

Brasil na mira do Travelers
Gigante americano dos seguros procura empresa para invadir o mercado brasileiro com planos populares e baratos, que serão vendidos com a marca Citibank

Marcelo Aguiar

A mais internacional de todas as marcas do mercado financeiro, sinônimo do poderio americano em qualquer parte do mundo, vai cruzar as fronteiras do setor bancário e entrar no ramo de seguros. O Citibank está preparando uma investida no negócio original do Travelers Group, a megacompanhia que incorporou o banco há dois anos. O grupo criado a partir da fusão, o Citigroup, decidiu tornar sua presença no mercado mundial de seguros tão ampla quanto em outros setores das finanças. E o Brasil, alvo da expansão de todos os grandes grupos financeiros globais, está nos planos do Citi também nessa área. Comprar uma seguradora já instalada no País e conquistar de um só golpe uma fatia do mercado é uma decisão já tomada em Nova York, no quartel-general do grupo. “Estamos analisando oportunidades de negócio no País. É potencialmente um dos maiores mercados do mundo”, admite a DINHEIRO Timothy Morris, diretor internacional de seguros do Citigroup. “Quanto à nossa chegada, estamos mais perto de comprar uma companhia já existente do que de montar uma nova estrutura por conta própria.”

O olho comprido do grupo sobre as seguradoras brasileiras não é um fato isolado. O Travelers, apesar de ser grande o bastante para ter absorvido um gigante do porte do Citibank (tinha US$ 163 bilhões em ativos, antes da fusão), é uma companhia quase exclusivamente americana, com negócios restritos ao seu mercado de origem e a operações muito pequenas no Canadá e na Inglaterra. A fusão com o Citi, dono de uma rede global de agências para a distribuição de produtos, trazia como principal vantagem estratégica justamente a de internacionalizar a empresa. “Levar a companhia para o mercado externo é importante para o futuro da Travelers”, explica Keith Anderson, um dos vice-presidentes da seguradora, em Hartford (EUA). Além da rede de distribuição, o Citi entra no negócio com sua marca de prestígio global, que batizará os investimentos internacionais do grupo na área de seguros. “A marca mais poderosa fora dos Estados Unidos é a do Citi”, raciocina Anderson. O nome Travelers sobreviverá, mas será mantido unicamente para consumo doméstico, nos EUA.

O primeiro passo rumo ao mercado externo de seguros acaba de ser dado. O Citi comprou 15% de um dos maiores grupos de Taiwan, o Fubon, líder em seguros de propriedade e acidentes e um dos que mais crescem na área de seguros de vida. O presidente do Citigroup, Sanford Weill, disse na ocasião que a associação “permitirá pela primeira vez expandir as operações de seguros para a Ásia”. Será a base para atingir os mercados do sudeste da Ásia e da China, incluindo Hong Kong. O Fubon servirá também como primeiro teste fora dos EUA para a estratégia do grupo de vender todos os produtos financeiros em uma única agência. O principal alvo, no início, é atingir os mercados de maior escala, como o da própria Ásia e, mais tarde, o da Europa. Esse modelo estratégico, de venda integrada de seguros e de serviços financeiros, é o mais comum em mercados jovens como o brasileiro, mas praticamente inexiste nos países ricos e de mercado financeiro maduro. Bancos e seguradoras andam separados nos EUA – até o ano passado, por força de lei – e na Europa. A fusão Travelers-Citigroup é o primeiro teste de um novo modelo.

Pelo menos mais um grupo bancário internacional já olha com carinho a possibilidade de uma aquisição no Brasil. O banco holandês ING, fragilizado por seguidas perdas em mercados emergentes desde a crise da Ásia, procura espaço agora no setor de seguros e é um dos candidatos à compra da parte da americana Aetna na sociedade com a Sul América. A Bradesco Seguros, concorrente mais direta da Sul América, voltou a ser alvo dos franceses da Axa, que desistiu de apenas esperar pela aquisição e já começou a cavar espaço no mercado nacional com as próprias mãos. Duas companhias americanas estão em movimento. A Mony, que opera uma corretora no País, tem opção de compra da paulista Soma, e a MassMutual também estuda uma aquisição.

LEIA MAIS

Nos passos do pai

Brasil na mira do Travelers

Visto de entrada

A Máfia em Wall Street

ENQUETE
Faltam boas idéias para novos projetos na Internet?

Sim Não

Resultados Parciais
 
FÓRUM
É saudável para o mercado o IVC começar a medir a audiência dos portais na Rede?
EDIÇÕES ANTERIORES
ESPECIAIS/ MULTIMÍDIA
ASSINATURAS
EXPEDIENTE
PUBLICIDADE
FALE CONOSCO
ASSINE A NEWSLETTER

 

© Copyright 1996/2000 Editora Três