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RESULTADOS:
Números reais vão fazer quem não joga
aberto peder dinheiro
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Termômetro
da rede
Medição
de audiência dos sites pelo IVC pode mudar rota do dinheiro
Juliana
Simão
Chegou
a hora da verdade. Tal como acontece há mais de 30 anos com
revistas e jornais, o Instituto Verificador de Circulação
(IVC) passará a auditar, mensalmente, a visitação
de portais e sites da Internet brasileira. A iniciativa, que segue
padrões internacionais, pretende tornar transparente a avalanche
de números contrastantes na guerra pela audiência.
Mas não se trata somente da regulação desta
nova mídia. Para além disso, é uma necessidade
imposta por investidores que, obviamente, não querem
ver seus milhares de dólares jogados em sites sem público.
E um verdadeiro alívio para anunciantes, que despejarão
este ano, só no Brasil, R$ 200 milhões na Web, e também
buscam resultados reais. Os novos números irão alterar
o tráfego de recursos na rede. Anunciantes e investidores
necessitam de informações para escolher portais sérios,
que não têm medo de mostrar o livro de caixa e apresentam
números reais, explica o presidente do IVC, Orlando
Lopes. Em resumo: quem não jogar com regras abertas acabará
perdendo. Não na moeda corrente da Web (pageviews), mas em
dinheiro.
O
primeiro relatório, divulgado na quarta-feira 15, não
traz surpresas. Apenas nove empresas passaram pela auditoria
UOL, Terra, ZipNet, GloboOn, Matrix, JBOnline, Diário Online,
JBFM e Rádio Cidade. Vale lembrar que cada um dos portais
abrange, em seu guarda-chuva, mais de uma centena de canais. Ao
todo, 500 diferentes sites tiveram audiência e pageview calculados.
O UOL continua ocupando a primeira posição no País
com uma média de 485 mil usuários e 29,8 milhões
de pageviews ao dia. Em segundo lugar ficou o Terra, com 245 mil
visitantes únicos ao dia, seguido do ZipNet, com cerca de
180 mil. Os números eram iguais aos que auditávamos
internamente. Isso vem provar que estávamos corretos,
comemora Caio Tulio Costa, diretor-geral do UOL Brasil.
Como
funciona. O sistema de medição de audiência
do IVC é simples. O site interessado paga uma taxa mensal
ao Instituto que varia entre R$ 680 e R$ 6.800 e instala
um programa especial em seus provedores, o WebMeter. Cada vez que
um usuário acessa o portal, este software guarda as informações
na memória. Ao final de um mês, os acessos são
transformados em relatórios. A partir dos próximos
meses, o índice IVC deve ganhar peso no mercado. O
Super11, BOL e Microsoft Brasil, entre outros, já estão
em processo de auditoria, garante Michel Machado, gerente
de tecnologia do IVC. Queremos atingir 100% dos portais.
O
provedor de Internet gratuito, iG, já havia se antecipado.
Contratou duas empresas americanas independentes de auditoria. Era
uma exigência de nossos investidores, conta Alberto
Sampaio de Oliveira, gerente de estatística e audiência
do iG. O IVC vai ser apenas mais uma. O Yahoo! foi um
dos únicos que se manifestou contrário aos critérios.
Bruno Fiorentini, gerente-geral do portal, afirmou discordar da
metodologia empregada, que é diferente da realizada por sua
empresa internacionalmente. Não podemos informar um
número à Nasdaq e ter outro aqui.
Entre
os publicitários, o método é mais uma ferramenta.
Fica mais fácil decidir onde veicular campanhas,
lembra Gilberto Negreiros, sócio da Hey Interativa, agência
digital. Vale lembrar, no entanto, que as wwws pequenas não
irão morrer na praia. Assim como acontece no mundo físico,
revistas e jornais menores sobrevivem com publicidade. O mais
importante é identificar o perfil dos usuários do
site e do produto da campanha, explica Brian Crotty, vice-presidente
da Leo Burnett. Nesta prova de fogo para os portais, ninguém
tem nada a temer. Ou tem?
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