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BARBOSA,
DA PORTO SEGURO: Opção para classe média
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Loteria
bancária
Novos produtos
ainda exigem muita sorte
Marta
Barbosa
A proposta
parece tentadora. Um produto financeiro que permite a você
investir, fazer uma compra programada e concorrer a prêmios
ao mesmo tempo. É com esse apelo que as administradoras de
títulos de capitalização querem perder aquela
fama de popular e conquistar a classe média. O primeiro passo
foi dado pela Porto Seguro, junto com o Banco Santos, e pela Sul
América Capitalização. As duas empresas lançaram
produtos que destoam do que você costuma ver nos comerciais
de TV. Nada de títulos que custam R$ 10 (ou menos) e são
vendidos até em supermercado. A tendência é
torná-lo um sinônimo de poupança, conta
Sérgio Diuana, da Sul América. Só uma coisa
não deve mudar: a baixa rentabilidade.
Nem
mesmo as novas regras anunciadas pela Susep (Superintendência
de Seguros Privados) tornaram o título de capitalização
mais apetitoso. Por elas, os produtos lançados a partir de
agora são obrigados a corrigir o que foi investido com juros
mínimos de 1,2% mais a TR (no momento do resgate). Antes,
apenas a TR era obrigatória. O ganho só não
é inferior ao da poupança, 0,71% no mês passado.
Mas perde para o CDI, que em maio teve rendimento médio de
1,28% (confira quadro abaixo).
| NEM
SEMPRE VALE A PENA |
Compare
um investimento de
R$ 240,00 por mês nas
seguintes opções
(rendimento após 50 meses)
| Título
de capitalização |
R$
15.650,00 |
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| CDI |
R$
16,878,00 |
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| Caderneta
de poupança |
R$
14.466,89 |
* Supondo
que o rendimento mensal não sofra variação
no período
Fonte: Economática |
Observe
o exemplo do Guarde Certo, título lançado mês
passado pela Porto Seguro. A proposta é estimular uma compra
programada que pode ser de uma geladeira (de R$ 600) ou até
uma casa de luxo (de R$ 400 mil). O cliente escolhe o plano
mais interessante, conta Mário Barbosa, gerente da
divisão da Porto. Quem entra num negócio desse não
deixa de concorrer a prêmios mensais em dinheiro no mesmo
valor do plano escolhido. Se você for sorteado, ótimo.
Mas se não, afinal sua chance é de uma em mil, um
fundo de renda fixa teria valido mais a pena. No Fiat Super Fácil,
da Sul América, você investe por 24 ou 50 meses o valor
do carro que pretende comprar, pode ser sorteado por mais de uma
vez e, no final, consegue um desconto de 3,5% sobre o valor de tabela
da concessionária. É uma forma de garantir o
comprometimento daquele dinheiro, defende Diuana. O matemático
financeiro José Dutra Vieira Sobrinho pensa diferente: Só
vale a pena para quem realmente se sente atraído pelo sorteio.
Então, encare o título de capitalização
como o que realmente ele é: uma forma mais segura de apostar
na sorte. Na pior das hipóteses (de não ser sorteado),
você não perdeu todo o seu dinheiro no jogo.
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