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MAIS
FRACO
Os
caciques do PFL não gostaram da derrota política do ministro
das Minas e Energia, Rodolfo Tourinho (foto), no capítulo
privatização do setor elétrico e começaram a espalhar que
a situação de Tourinho no governo ficou delicada. Por trás
da desvalorização do ministro está o ex-ministro Luiz Carlos
Santos, atual presidente de Furnas. Com o apoio político dos
tucanos mineiros, Santos convenceu o governo de que a única
forma de não brigar com o governador de Minas Gerais, Itamar
Franco, era inaugurar com Furnas um novo modelo de privatização.
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JOGO
DE CINTURA
Inevitável
camburão
O
senador Luiz Estevão (PMDB-DF) tem confidenciado a
alguns interlocutores que não há muito o que
fazer para impedir sua cassação pelo Senado.
Para o senador, o jogo acabou e suas chances de sobrevivência
são mínimas. Estevão já mandou
sua família para os Estados Unidos. No Brasil, ele
prepara-se psicologicamente para o pior: até mesmo
para dar uma voltinha de camburão, se for inevitável.
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ORÇAMENTO
Tapete
vermelho
Todas
as terças-feiras, o ministro do Desenvolvimento, Alcides
Tápias, embarca de São Paulo para Brasília
em um avião de carreira da TAM. Desde então, o
comandante Rolim Amaro não tem deixado de comparecer
ao aeroporto de Congonhas. Lá, recebe o ministro com
tapete vermelho, privilégios de passageiro de primeira
classe e curiosidade de interessado nas mudanças do setor
aéreo. |
MERCOSUL
Off
shore
Um
banqueiro nacional desconfiou que o lote de ações
da Telemar, rateado recentemente entre os sócios, era,
na verdade, uma forma disfarçada de pagamento de comissão
para a telegangue. Seguiu a rota do dinheiro e acabou perdendo
a pista no limite da irresponsabilidade: estava tudo em off
shore. |
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Em
Alta
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Em
Baixa
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| O
secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento,
Benjamim Sicsu, no cargo há dois meses, anda fazendo
sucesso pela discrição. Por seu gabinete
passa uma vasta papelada com carimbo de confidencial.
São documentos, acordos, análises, envolvendo
interesses milionários. Nada vaza. Nem para a imprensa,
nem para os principais interessados. A discrição
é característica de Sicsu desde os tempos
em que ele conspirava contra o regime militar. |
O
advogado Antônio Carlos Almeida Castro, de Brasília,
um dos mais caros e requisitados do País, era considerado
sinônimo de liberdade pelos acusados de crimes do
colarinho branco. Só aceitava clientes que considerava
defensáveis. Dono de um patrimônio invejável,
Almeida Castro sentiu o amargo sabor da derrota: Zélia
Cardoso de Mello, ex-ministra da Fazenda, e Salvatore
Cacciola, ex-dono do banco Marka, dois de seus clientes
mais famosos, foram condenados, ainda que em primeira
instância. |
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| PAGANDO
ATRASADO |
LIÇÃO
DE ESTADO |
JANTAR
GRÁTIS |
| Eduardo
Jorge Caldas Pereira, ex-coordenador da campanha tucana para
presidente da República, volta à cena. Desta vez,
no papel de bom moço, resolveu colocar em dia os atrasados
da campanha de Fernando Henrique. Estranhamente, a campanha,
realizada há dois anos, ainda não tinha sido totalmente
quitada. |
O
primeiro-ministro da França, Lionel Jospin, prometeu
que desembarcará no Brasil este ano. Antes, contudo,
tomou um aula de América do Sul com o professor Fernando
Henrique. Na sua exposição, FHC falou que a democracia
vai bem no continente, com exceção de dois países:
o Paraguai no cone sul e o Peru, entre os andinos. |
O
presidente francês, Jacques Chirac, surpreendeu a turma
do Itamaraty que participou da viagem do presidente Fernando
Henrique Cardoso à França. Chirac desdenhou o
vinho francês e só bebeu cerveja nos convescotes
entre os dois países. |
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