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MOEDA FORTE

MÃO AMIGA

Foto: Joedson Alves

Crente no potencial de geração de empregos no comércio varejista, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) resolveu melhorar a vida dos construtores de shopping centers. Uma reunião entre os presidentes do banco, Francisco Gros, e da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), Paulo Stuart, foi encerrada com a redução na taxa cobrada nos empréstimos para o setor. Ela passa a ser de 3% ao ano mais TJLP, contra os antigos 5% ao ano.

CORRIDA DE FUNDO
Não é apenas a CSN que pretende ganhar escala comprando empresas no Exterior. A Vale também está de olho em duas aquisições, que a permitiriam se tornar a maior empresa de mineração do mundo. Uma delas fica no continente americano. A outra, muito, muito mais longe.

RADICAL É ISSO
Uma proposta radicalmente heterodoxa está sendo fabricada nos bastidores da Força Sindical. O sindicalista Paulo Pereira da Silva vai defender por todos os meios a criação de um imposto sobre consumo, cuja receita formaria um fundo nacional para o pagamento de aposentadorias e pensões. Em troca, empresários teriam as folhas de pagamento aliviadas em 20%, cota hoje destinada à Previdência. Qualquer brasileiro, mesmo que tenha passado toda a vida sem trabalhar, receberia uma quantia mínima equivalente a 10 salários mínimos após completar a idade de corte. “Viveu, recebeu”, resume Paulinho, dedicado integralmente a acender o pavio da bomba.

PÉ NO CANADÁ
O grupo Belgo-Mineira, por meio da Belgo-Mineira Bekaert Arames, desembarca nas próximas semanas no Canadá. Em associação com a chilena Inchalan, produtora de cabos de aço, assina contrato para aquisição de 50% das ações da canadense Wire Rope Industries (WRI). O negócio envolve a participação em duas empresas da Inchalan, com fábricas no Chile e Peru, e resultará na união de um grupo com capacidade para 50 mil toneladas de cabos de aço.

MARCHA LENTA
Desde que ganhou o leilão para explorar petróleo em uma área na Bacia de Campos (RJ), a Shell fez a parte mais difícil – comprou equipamentos, contratou serviços e preparou todos os estudos preliminares. Mesmo assim, foi obrigada a adiar o início dos trabalhos de junho para agosto. Motivo: o Ibama ainda não entregou o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) exigido por lei. O Instituto alega não ter pessoal nem conhecimento técnico para acelerar a entrega do documento.

ÁGUAS TURVAS
Apesar da urgência que o governo tem em aprová-lo antes das eleições municipais de outubro, está fazendo água o projeto de lei complementar do deputado Adolfo Marinho (PSDB-CE), que fixa as normas de cooperação entre a União, Estados e municípios na gestão associada para o abastecimento de água e serviço de esgoto. O projeto de privatização das empresas estaduais está no Congresso, aguardando votação. Muitos acreditam, porém, que a pressão da paulista Sabesp na direção contrária é mais forte.

TESES RASAS
Em cabeça de juiz nunca se sabe o que passa, mas quem acompanha o imbróglio da privatização do Banespa de perto acredita que o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Costa Leite, não irá se convencer facilmente com os argumentos do Banco Central e da Advocacia Geral da União. Ambos dizem que a venda do banco é necessária para estancar os prejuízos à economia nacional.

NOVO FÓRUM

Foto: Joedson Alves

Vem aí o 13.º Fórum de Competitividade. Os fabricantes de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas já bateram na porta do Ministério do Desenvolvimento, de Alcides Tápias. Avisaram que estão dispostos a discutir. Como nos outros 12 setores que já estão sob o guarda-chuva do ministro, os problemas são reforma tributária, juros e capacitação de pessoal, além dos “gargalos” que emperram a cadeia produtiva. Tápias promete o novo fórum para julho.

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