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PREVISÃO:
500 mil computadores ficarão sem chip no Brasil
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Está
faltando chip no Brasil
Indústria
não atende aumento de demanda
Está
faltando cérebro na América Latina. Por conta da alta
demanda na Europa e nos Estados Unidos, onde o consumo cresceu muito
além das previsões, os produtores de processadores
para computador não estão conseguindo abastecer os
demais mercados. A Intel, maior fabricante mundial do componente,
calculava que seriam vendidos 90 milhões de PCs no mundo
no ano passado. Em setembro, foi obrigada a rever essa projeção,
já que as vendas apontavam para um número 15% maior.
No mês seguinte, outra surpresa: a previsão teria de
ser alterada em mais 20%. Em outras palavras, o problema virou uma
bola de neve, que resultou na falta de chips este ano. No Brasil,
a Intel estima que deixará de equipar cerca de 500 mil computadores
até dezembro.
Para
dar conta dos pedidos, só com novas fábricas, que
demoram um ano para serem construídas, diz Ronaldo
Miranda, diretor da Intel para a América Latina. Segundo
ele, a empresa precisou investir US$ 2 bilhões e está
se preparando para normalizar o fornecimento em poucos dias. Não
é essa a expectativa da Metron, um de seus clientes nacionais.
De acordo com Raul Mariz, gerente de vendas, a situação
está difícil há três meses e deve se
estender por outros três, o que pode comprometer a receita
em 10%. Haverá problemas se a empresa tentar firmar
novos contratos, admite o responsável pela área
de informática da Sony, Lusanselmo Cinachi.
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