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OKADA:
"Minha filosofia é ganhar participação
no mercado"
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Instante
Fuji
Seu nome é
Masami Okada. Ele veio de Tóquio para mudar a imagem da empresa
no Brasil
Ele
tem 59 anos e a típica tranqüilidade dos orientais.
Masami Okada é um senhor de fala mansa e gestos lentos, com
uma paciência de fazer inveja a um monge budista. Mas que
ninguém se engane com as primeiras impressões. Quando
o assunto é negócio, ele adora
uma briga. Em cerca de um ano e meio à frente da subsidiária
brasileira da FujiFilm, fabricante japonesa de filmes e equipamentos
fotográficos, o executivo está virando a empresa de
ponta-cabeça. Demitiu executivos que ocupavam postos-chave,
determinou investimentos em campanhas publicitárias; num
movimento inédito na tradicional companhia, ordenou a revisão
dos canais de distribuição e ingressou em novos nichos,
como o de máquinas fotográficas instantâneas.
Minha filosofia é ganhar participação
de mercado, diz, evitando maiores revelações
sobre a missão que Tóquio lhe confiou. O enviado especial
já ostenta em seu passaporte o selo de outros países
por onde deixou sua marca Coréia, Canadá e
Estados Unidos. Nessas passagens, acumulou 15 anos de Fuji, sempre
em postos de decisão. Posso adiantar apenas que a minha
experiência internacional mostra que, só depois de
dois anos, a mudança na gestão contribuirá
com a subsidiária, abrevia.
Pelo
que sinaliza a disposição de Okada por aqui, o tempo
para mostrar resultados é curto. Postada à sombra
da americana Kodak desde que se instalou no Brasil, em 1958, a vice-líder
quer ter um espaço maior no mercado fotográfico. Para
avançar no terreno de sua principal rival e de outras concorrentes
a alemã Agfa, a japonesa Konica e a americana Polaroid
, ele ampliou em 15% a verba para investimentos em marketing
este ano, totalizando R$ 11 milhões, e escolheu alguns segmentos
como prioritários. Entre eles, o de filmes profissionais.
Essa área mereceu R$ 2 milhões de recursos, 50% mais
do que nos anos anteriores, uma estratégia que se revelou
correta. A fatia de 1998 e 1999, de 60%, já subiu para 63%.
Comemoramos bastante esse pequeno ganho porque até
1995 a situação era bem diferente, frisa o presidente.
Há cinco anos, a Fuji detinha 40% do segmento profissional
o restante ficava nas mãos da Kodak.
FLAGRANTES
DO ESTILO OKADA
| MUDANÇAS |
| Demitiu
executivos e contratou jovens valores para dar novo
gás à empresa. |
| IMAGEM |
| Pela
primeira vez, a Fuji do Brasil investe em campanhas
publicitárias. |
| TECNOLOGIA |
| Reforçou
a atuação da companhia no mercado de filmes profissionais.
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| DISTRIBUIÇÃO |
| Modernizou
a rede de lojas licenciadas, revendo contratos e
instalações. |
| CONSUMO |
| Lançou
filmes mais baratos e uma câmara de foto instantânea,
a Instax 100. |
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Para
brigar pelos fotógrafos amadores, a dona de R$ 200 milhões
de faturamento anual afiou as garras: lançou uma campanha
publicitária com o mote Tudo o que você gosta
começa com F e seduziu os aficionados por fotografia
com um filme mais barato, o Quality. Queríamos ter
um produto de combate, afirma Okada. Pouco a pouco, a parcela
da Fuji no mercado de filmes para amadores está crescendo:
dos 27% em 1998 e 29% em 1999, deve chegar a 31% até o fim
de 2000. Para conquistar o consumidor, também lançou
a Instax 100, um sistema de foto instantânea que concorre
com a Polaroid. A empresa decidiu dar um novo impulso à
fotografia instantânea, que estava enfraquecida e sem opção,
diz Okada. Oito meses foram suficientes para roubar 20% da concorrente.
Mas o presidente espera mais: em três anos, pretende responder
por metade desse setor. Ao ser indagado sobre como se descreve como
executivo, responde com a velha modéstia oriental: O
mercado fotográfico é que poderá avaliar minha
postura.
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