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JEAN
BREFFORT: Em suas mãos, filial brasileira cresceu 8%
ao ano
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Compras
no foco
O grupo Saint-Gobain
tem R$ 300
milhões para investir no Brasil este ano. Elegeu a construção
civil para a nova ofensiva e vai adquirir empresas
Rosenildo
Gomes Ferreira
Responda
rápido: quantos grupos empresariais que atuam no País
conseguiram atravessar incólumes às drásticas
mudanças do cenário econômico, ocorridas nos
últimos 25 anos? Certamente muito poucos. Menos ainda foram
aqueles que, neste período, fecharam as contas, ano após
ano, no azul. O Grupo Saint-Gobain que controla por aqui
empresas do porte da Santa Marina, Brasilit e Quartzolit, entre
outras integra este seleto clube. A estratégia para
seguir remando o barco incluiu generosas doses de ousadia e, claro,
milhões de dólares em caixa para financiar projetos
de expansão. Nossa receita é simples: entrar
em áreas com sucesso comprovado, disse à DINHEIRO
Jean-Claude Breffort, executivo que comanda as operações
no Mercosul. Seguindo essa linha de raciocínio, o Saint-Gobain,
famoso por sua força no setor de vidro, prepara mais uma
ofensiva no Brasil, desta vez no varejo da construção
civil. Tem R$ 300 milhões para investir na área e
reeditar por aqui o duelo que trava há anos na França
com a rede Leroy Merlin. Para se ter uma idéia do que o grupo
é capaz com suas novas aventuras, basta dar uma olhada nos
números: em pouco menos de dois anos o comércio de
tintas, telhas e louças já representa 30% das vendas
mundiais do Saint-Gobain, hoje na casa dos US$ 23, 5 bilhões.
A
nova empreitada no varejo brasileiro vem sendo preparada meticulosamente
ao longo dos últimos anos. Breffort chegou ao País
no início da dácada de 90 com ordens da matriz para
fortalecer os segmentos de vidro, cerâmica e tubos e, ao mesmo
tempo, procurar novos nichos. A primeira missão foi cumprida
com sucesso. Era, então, a hora de partir para outros desafios.
Nem o ambiente pouco favorável, proporcionado pela sucessão
de crises econômicas, atrapalhou os planos de Breffort. Em
1997, quando a maioria das empresas puxava o freio de mão,
ele tirou do colete um ambicioso projeto no qual despejou
US$ 912 milhões em três anos. Nesta conta incluem-se
aquisições estratégicas como a Carborundum
Abrasivos, a Winter do Brasil Ferramentas e a Argamassas Quartzolit.
Esta última representou desembolso de US$ 200 milhões
na compra e implantação de novas unidades. Junto com
a Brasilit, criada em 1940, terá papel estratégico
no projeto de expansão.
Comércio
eletrônico. O executivo fez isso tudo sem recorrer aos
bancos ou comprometer os resultados da companhia. Nos últimos
25 anos não fechamos o balanço um ano sequer no vermelho,
conta Breffort. Segundo ele, as operações brasileiras
garantem lucratividade média de 15% por ano. O faturamento,
por sua vez, saltou de R$ 1 bilhão em 1992 para R$ 2,3 bilhões
em 1999. A meta para este ano é atingir R$ 2,5 bilhões,
sempre diversificando atividades. Além do varejo da construção
civil, o Saint-Gobain já se prepara para entrar no comércio
eletrônico. Estamos estudando oportunidades nesta área,
conta Breffort sem revelar detalhes. O negócio de vidro,
carro-chefe da empresa, aos poucos vai cedendo espaço para
novas áreas. As que, como ele mesmo diz, tenham sucesso comprovado.
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