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AULA VIRTUAL

Além de todas as vantagens de estudar em casa ou no trabalho e de pagar menos que nas escolas convencionais (algumas vezes nada), os cursos de idiomas pela Internet permitem que o aluno siga seu próprio ritmo. O que exige, é claro, muito mais disciplina. Afinal é você quem decide por quanto tempo vai estudar e não existe a cobrança do professor. Antes de escolher um, analise os métodos de ensino, já que são sempre diferentes. O Surfing and Learning, da PUC de São Paulo, por exemplo, propõe que o aluno aprenda inglês enquanto navega. No parlo.com, além de aulas de inglês, espanhol e francês, o internauta vai aprender sobre a cultura de outros países. É possível até ouvir música em outros idiomas. Já o teacheronline.com.br foi idéia de uma professora brasileira e tem uma escola virtual com professores de plantão 24 horas para tirar dúvidas por e-mail.

PELO TELEFONE

Já é possível tirar todas as suas dúvidas sobre rentabilidade ou sobre as taxas de administração e performance de um fundo numa única ligação. Pelo menos é isso que promete a CVM, que lançou um serviço telefônico que funciona 12 horas por dia (de segunda a sexta) só para responder às perguntas mais comuns dos investidores. Você pode ligar das 8h da manhã às 8h da noite para o 0800.241616. Uma equipe de oito pessoas atende uma média de 120 ligações por dia. Só um detalhe: o telefone não atende reclamações, que precisam mesmo ser feitas por carta e encaminhadas para a Gerência de Orientação do Investidor da CVM em São Paulo ou Rio de Janeiro.

Eles querem lhe agradar
Bancos usam mimos para ganhar o cliente

Marta Barbosa

Você já deve ter ouvido centenas de vezes que banco bom é aquele que oferece os produtos que você realmente nacessita, cobrando menos pelo serviço. Nada de errado até aí. É isso mesmo que você precisa pesar antes de escolher onde vai colocar seu dinheiro. O que está mudando é que a entrada de instituições estrangeiras no País aumentou a concorrência e, com isso, ter muitas agências, bom atendimento e taxas de juros menores não é suficiente. “Isso todos têm obrigação de fazer”, diz Waldemar Petty, diretor de vendas do Citibank. “Não temos que atender, temos que encantar o cliente.” Duvida? Então imagine receber em casa, no dia do seu aniversário, um buquê de flores ou uma caixa de chocolates. Ou ganhar uma pasta de couro, um conjunto de toalhas, uma frigideira ou um carro. Pode acreditar, esse marketing de relacionamento já é regra em muitos bancos.

O espanhol Bilbao Vizcaya Argentaria é um desses. A partir deste mês, quem comprar o HiperFundo participa de um sorteio mensal de um carro – um Gol 1.0, 4 portas, com imposto e seguro de um ano pagos. Quem não for sorteado, pode levar uma frigideira para casa. A direção do BBVA vai sortear 5 mil desses utensílios domésticos. “Queremos tornar mais pessoal nossa relação com o cliente”, explica Carlos Bebia, vice-presidente do Bilbao. A estratégia vai custar cerca de R$ 3 milhões por mês ao BBVA.

No Citibank, não é raro um correntista receber um convite para assistir a um show, participar de uma palestra ou um jantar. Por ano, esses mimos não custam menos do que US$ 500 mil ao banco, que prefere investir nesse marketing do que anunciar em horário nobre na televisão. “Esses agrados garantem muito mais retorno do que campanha publicitária”, diz Petty. “Quanto mais satisfeito, mais fiel ele será ao banco”, concorda Cláudia Pagnani, diretora de marketing do BankBoston, onde é norma presentear com uma pasta de couro os investidores mais ativos do private banking. Tudo bem, se sentir agradado faz mesmo muita diferença. Só não esqueça que os mimos são o que menos deve ter peso na escolha de um banco. “O risco de um cliente que fica encantado é perder o senso crítico”, acredita Betty Kitner, diretora do site de finanças pessoais Financenter. Ou seja, cuidado para não cair na primeira conversa encantadora de alguém que só quer mesmo é conquistar o seu dinheiro.

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