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ATENÇÃO
REDOBRADA: Apesar da euforia, nem tudo que parece Internet
é
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Parece
mas não é
Nem só
de ações da web vivem fundos de Internet
Fabiana
Godoy
A
revolução que a Internet provocou na economia mundial
causou efeitos até no mercado brasileiro de fundos de investimentos.
De janeiro para cá estão pipocando novos produtos
voltados para o setor de tecnologia e para empresas da Web. Já
existem quatro feitos especificamente para o investidor pessoa
física e cerca de 30 lançados como private equities
fundos para captação de centenas de milhões
de reais que serão investidos em empresas do setor. Temos
ainda muito do que nos beneficiar do fenômeno Internet,
avalia Eduardo Novo, diretor-superintendente do Santos Asset Management,
que administra o Santos e-fund. Apesar da euforia, quem quiser
investir dinheiro num fundo de tecnologia vai precisar de atenção
redobrada. Por aqui, nem tudo o que parece ligado à Internet
é.
Na
prática, como não há empresas brasileiras
da Web com capital aberto em bolsas de valores, as companhias
de administração de recursos encontraram uma saída
alternativa para compor seus produtos de tecnologia. Elas estão
montando fundos de ações com papéis de empresas
que atuam direta ou indiretamente em Internet. Tentamos
pegar movimentos de altas relacionados a notícias sobre
o braço de Internet dessas empresas, explica Gabriel
Jafet, diretor da Click Invest, responsável pelo Oryx Internet
FIF. O fundo tem ativos de R$ 2,4 milhões e já investiu
em papéis da Globocabo, Lojas Americanas e Pão de
Acúcar. Outro exemplo é o Santos e-fund, com carteira
de R$ 11 milhões. Seguindo essa linha, também é
possível que seu fundo de Internet invista parte da carteira
fora da área de tecnologia. É o caso do Liberal
Valor, que tem no mínimo 70% do seu capital em empresas
da nova economia e o resto em ações de outros setores
com boas perspectivas de valorização.
Portanto,
a principal dica é, antes de investir, avaliar em detalhe
a composição do fundo escolhido. Muitas vezes, o
que parece ser um fundo de ações é, na verdade,
uma incubadora. Um exemplo disso é o IP.Com, da Investidor
Profissional, do Rio de Janeiro. É um fundo fechado (só
é possível entrar nele quando são lançadas
cotas novas ou no mercado secundário e há um prazo
fixo para resgate) que investe diretamente em empresas emergentes
de Internet. Nesse caso esteja ciente do alto risco de investir
numa cesta de novas empresas que podem ou não dar certo.
Na mesma modalidade serão lançados um fundo da InternetCo
Investments e outro do Liberal, este em parceria com a Cadepar,
dos ex-donos do site de buscas Cadê.
| RENTABILIDADE
NOMINAL DOS E-FUNDOS |
|
Jan |
Fev |
Mar |
Abr |
Mai* |
No
ano* |
| Santos
e-Fund |
17,7 |
7,6 |
-1,7 |
-12,7 |
-4,8 |
3,5 |
| Oryx
Internet FIF |
8,5 |
0,6 |
0,01 |
-0,5 |
-4,3 |
4,0 |
| Liberal
Valor ** |
- |
- |
- |
- |
2,4 |
2,4 |
| Compare
a outros índices: |
Jan |
Fev |
Mar |
Abr |
Mai* |
No
ano* |
| IBOVESPA |
-4,1 |
7,8 |
0,9 |
-12,8 |
-1,9 |
-10,8 |
| NASDAQ |
-3,2 |
19,2 |
-2,6 |
-15,6 |
-10,4 |
-15 |
* até 30/05
** lançado em 03/05 |
Mesmo
ignorando a modalidade do fundo, só entre se você
tiver paciência para o longo prazo e sangue frio. Por
ser um setor dinâmico, as chances de retorno são
grandes, mas a volatilidade também tende a ser maior,
diz Novo, do Santos. Os vendavais recentes em Nasdaq e na Bovespa
surtiram efeito no mercado (confira tabela). A Internet
no Brasil não é nem um setor emergente, é
nascente, diz Maurício Gentil, do Opportunity Asset
Management, que possui um fundo private equity.
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