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ITAMAR
DO MALAN
Está
sepultada a candidatura do ministro da Fazenda, Pedro Sampaio
Malan. Com um gesto incomum em políticos que sonham em despachar
no Planalto e morar no Alvorada, ele pediu ao presidente
Fernando Henrique Cardoso que detonasse de uma vez sua própria
candidatura. Espera provar que não sonha viver entre palácios.
O ministro avalia que suas insistentes declarações negando
a eventual postulação não foram suficientes para enterrar
o assunto. FHC também. Malan volta a sua condição de ministro
da Fazenda que mais tempo permaneceu no cargo. E FHC tranqüiliza-se.
Não corre mais o risco de tornar-se o “Itamar” do Malan.
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ORÇAMENTO
Pior
a emenda...
É
uma vergonha como alguns deputados e senadores tratam o dinheiro
do contribuinte. O deputado Geraldo Mello envia para a Fundação
Pedro Vieira de Mello, da sua família, R$ 100 mil do
programa de atendimento à criança e ao adolescente.
Já a senadora Maria do Carmo Alves retira do mesmo
programa R$ 30 mil para a Casa de Saúde Doutora Maria
do Carmo Nascimento Alves. |
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JOGO
DE CINTURA
Disparando
celular
O
presidente Fernando Henrique Cardoso foi muito rápido.
Na quarta-feira, no meio de uma audiência restrita
com o presidente da Alemanha, Johannes Rau, o telefone celular
disparou de forma inconveniente. Foram segundos de constrangimento,
quando, então, FHC sacou de memória números
que traz consigo, informando que o País pulou de
500 mil celulares em 1995 para 18 milhões no ano
2000. O presidente alemão quase não acreditou.
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MERCOSUL
Tango
argentino
O
Itamaraty está plugado na crise argentina. Fernando
Henrique já enviou sinais de que pretende estar informadíssimo
de tudo que está acontecendo no mundo portenho. A sua
primeira avaliação é de que o presidente
Fernando de la Rua começou com determinação,
cortando gastos para implementar o ajuste fiscal. Resta saber
se terá fôlego para aguentar o tranco popular
pelo brutal corte no funcionalismo. |
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Em
Alta
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Em
Baixa
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| Armínio
Fraga, presidente do Banco Central, continua forte no
coração do poder. Os recuos, aqui e ali,
na política de redução dos juros
não têm provocado abalos dentro do Palácio
do Planalto. O presidente Fernando Henrique Cardoso
ainda acredita que deixará o governo com juros
de um dígito. Sabe que quanto maior a crise,
melhor o desempenho do presidente do Banco Central.
E continua apostando tudo na gestão de Fraga.
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O
comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida
Baptista, não tem um céu de brigadeiro
pela frente. O presidente FHC não gostou do comandante
ter reclamado, durante um almoço, de não
ter recebido as verbas para o programa de reequipamento
da Aeronáutica. E menos ainda de Baptista ter
vazado que as verbas não foram liberadas por
pressão do FMI. O Palácio garante que
a verba sai, mas não por pressão pública. |
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| QUE
BANDEIRA |
LIÇÃO
DE ESTADO |
JANTAR
GRÁTIS |
| Precisa-se
de bandeiras do Brasil no pavilhão da Expo de Hannover.
Os US$ 10 milhões gastos com a obra parece não
terem sido suficientes para aquisição delas.
O pavilhão é um show de técnica e criatividade,
mas, como não há indicações ou
cores nacionais na fachada, pouca gente sabe que encontra
ali. |
O
primeiro-ministro da Alemanha, Gehard Shöereder, não
esconde que é um homem apaixonado por sua mulher. Durante
todo o período da Expo em Hannover, Shöereder
abraçou, enlaçou, deu as mãos e trocou
sorrisos apaixonados com ela. Tudo com suavidade rara entre
homens e mulheres que comandam o mundo. |
Vai
ganhar um jantar no Palácio do Alvorada o ministro
do governo FHC que defender com unhas e dentes as realizações
de Fernando Henrique na área social, se é que
elas existem. Raul Jungmann, titular da pasta de Política
Fundieária, não vale. É hors-concurs. |
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