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SCHIMIDT,
DE OPLANETA: Receita com publicidade já na primeira
semana
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Radicais
fazem a festa na Web
Já são
mais de 300 os sites de aventura no Brasil
Juliana
Simão
Surfar
na Internet não é coisa de careta, e pode deixar
de ser atividade sedentária. Prova disso é a recente
onda que vem sacudindo a Web: nos últimos meses, entraram
no ar mais de 300 endereços especializados em esportes
radicais. Só no Brasil. Eles reúnem toda a informação
útil, e inútil, para amantes dos esportes e da natureza.
De esqui aquático a paintball, de surfe a mergulho, de
montanhismo a skate. Em comum, lutam pelo mesmo, e imenso, nicho
de mercado: público jovem não
de idade, garantem os criadores dos portais, mas de cabeça.
Um público potencial de 2 milhões de internautas.
No ar desde a semana passada, Oplaneta
é um exemplo de que esporte radical pode dar lucro. O site,
que tem investimento de US$ 10 milhões, já trabalha
com receita positiva. Só a publicidade paga a estrutura
da empresa, conta o publicitário e (é claro)
surfista Alexandre Schimidt. Mas os planos não param por
aí. No próximo mês, começa a vender
acessórios para a prática de esportes. Existe
um público fiel. Faltava uma boa opção na
Web, diz. Depois de conquistar o Brasil, o plano é
voar alto: desembarcar na América Latina, Espanha e Portugal.
Poder
jovem. Esse otimismo encontra amparo nas previsões
de mercado. Até 2004, prevê o instituto americano
Forrester Research, a publicidade em sites esportivos alcançará
US$ 2,4 bilhões. E o comércio eletrônico segmentado
atingirá US$ 4,7 bilhões ou 7% das vendas
ao consumidor. A chave para o sucesso? Nosso alvo são
os jovens que, coincidentemente, são a maioria dos conectados
e têm um enorme poder de consumo, explica Felipe Zobaran,
diretor do SuperSurf, que está no ar há dois meses.
No Brasil, os empreendimentos não contabilizam lucros.
Ainda. Mas o interesse inicial é animador. Dois endereços
de surfe hospedados pelo UOL, Supersurf
e camerasurf,
recebem 4 milhões de pageviews ao mês. Já
estão entre os mais acessados de todo o portal, conta
Enor Paiano, diretor de parcerias do UOL. A grande limitação
é conseguir anunciantes para sustentar o negócio.
Os sites dependem da visibilidade de um grande portal.
A trajetória do Aventure-se,
um site que engloba informações, serviços
e relatos dos mais diferentes esportes radicais, é semelhante.
Hospedado no iG, tem 600 mil pageviews ao mês. E nem precisa
se preocupar com coisas mundanas como custos e receitas. Mas seu
criador acredita que, sim, o empreendimento é lucrativo.
Nosso público consome de tudo, ensina o matemático,
Osmar Baboin. Se você diz que é legal ter bicicleta,
todo mundo compra.
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