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PODER/EXPEDITO FILHO

VAI APANHAR

O ministro do Planejamento, Martus Tavares, está jurado de morte pelo PMDB. Seu colega Eliseu Padilha, dos Transportes, não gostou do corte de R$ 2,5 bilhões no orçamento de sua pasta. Padilha trabalhou em duas frentes. Reclamou dos cortes com o presidente Fernando Henrique e organizou dentro do PMDB uma conspiração contra a redução das verbas de seu ministério. Como considera-se enganado por Tavares, o ministro disse que seu partido exigirá o fim dos cortes ou de Tavares. Para Padilha, seu colega de ministério agiu de má-fé. A seu favor, Tavares tem a turma de Wall Street, que não abre mão do sangue nos cortes.

BANCO
Na rede
Um banco estrangeiro que opera no Brasil caiu na malha fina da Receita Federal e está sendo investigado pelo Banco Central. Vem aí multa pesada. O gigante do setor financeiro está sendo acusado de fraudar a arrecadação da CPMF.

PAX PALACIANA
De mãos dadas
Na quarta-feira da semana passada, o general Alberto Cardoso, ministro-chefe do Gabinete Institucional, e José Gregori, ministro da Justiça, saíram juntinhos do mesmo helicóptero. “Só falta mesmo sairmos de mãos dadas”, brincou o general com o colega de ministério, após desembarcar no heliponto do Planalto. Tudo porque os dois, com livre trânsito junto ao presidente Fernando Henrique, selaram um pacto de não agressão. Por ele, o general perde a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) mas continua forte junto ao presidente.

MÍNIMO
TV painho
A TV Senado tem utilizado dois pesos e duas medidas. Na votação do salário mínimo, embora o presidente do Congresso Nacional, Antônio Carlos Magalhães, tenha feito discurso pelo mínimo de 100 dólares, estavam censuradas das telinhas do Legislativo as manifestações dos trabalhadores na área externa que circunda as torres da Câmara e do Senado. Os assalariados somente poderiam aparecer se estivessem bem comportados e no interior do Legislativo.


Em Alta

Em Baixa



O presidente da Câmara, Michel Temer, tem uma idéia fixa: acabar seu mandato com a aprovação da reforma tributária. Para isso, já esteve com FHC e o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e encarregou o relator, deputado Mussa Demes, a apresentar o projeto de emenda a Armínio Fraga, do BC. Ele também tem conversado com o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel. Temer quer concluir seu mandato com o título de “senhor reforma tributária”. O líder do governo no Congresso, Arthur Virgílio, tem sido tão heterodoxo e criativo em sua função que já tem gente achando que ele é um oposicionista infiltrado no poder. No último tiro dado no próprio pé, Virgílio sugeriu a criação da CPI do Fundo de Assistência ao Trabalhador(FAT). Com a idéia, ele esperava pegar a turma da CUT com a mão nos recursos do FAT. No governo, acham que o deputado vai pegar boa parte da base sindical que apóia FHC.
CARGA RECORDE SINAL TROCADO POR UM TRIZ
Foi mesmo recorde a carga tributária de 1999. Chegou a 30,32% do PIB, o que torna a marca a mais elevada de todos os anos. Os números não foram mais generosos porque houve uma queda de arrecadação nos Estados e municípios da ordem de 6,14 %, enquanto a arrecadação da União apresentou um aumento de 3,95%. A turma do Planalto tem apontado o ministro das Minas e Energia, Rodolfo Tourinho, como o homem forte de ACM no governo. Já os político ligados a ACM asseguram que Tourinho anda com a corda no pescoço e que será decepado a qualquer momento pelo cacique baiano. Tudo porque se aproximou demais de FHC. Doeu no secretário de Comunicações, Andréa Matarazzo, a pecha de censor. Acusado de censurar uma entrevista de Stédile sobre o MST na TV Educativa, ele pensou, na semana passada, em renunciar e voltar à iniciativa privada. Aconselhado pelo Planalto, recuou.
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