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MALAN
É
uma pena que DINHEIRO, tão esforçada em se impor
como revista séria de negócios, tenha se desviado
com o texto Quem escolhe Malan (edição
nº 143) por um caminho de intrigas, fofocas políticas
e, principalmente, de erros primários de informação.
Em primeiro lugar, nunca fui nem sou candidato a presidente da
República, o que já seria suficiente para poupar
os leitores da revista do desvario do texto. Dizer que acalento
o sonho de ser candidato não é apenas erro de informação:
é alucinação de quem tem a pretensão
de inventar meus sonhos. Em mais de uma ocasião, eu mesmo
deixei claro para o Presidente da República que isso não
me passa pela cabeça. Em segundo lugar, a revista me atribui
frases que jamais proferi, mesmo informalmente. Nunca disse em
lugar algum que tenho todas as qualidades para ser presidente
da República. Ao contrário, tenho dito e está
publicado em diversas entrevistas que não só não
tenho essas qualidades como me faltam votos. Jamais proferi também
a frase sobre a Libéria atribuída a mim. Referir-se
em tom irônico à minha intensa preocupação
social dos últimos dias demonstra, além da
opção democrática pela crítica vazia,
preguiça de pesquisar declarações semelhantes
que venho fazendo há muitos anos, expressas em palestras
públicas e em vários artigos e entrevistas publicados
sobre o tema. Os leitores da revista não mereciam tanta
falta de atenção e tão espantosa superficialidade.
PEDRO S. MALAN
Ministro da Fazenda
Nota
da Redação: DINHEIRO não inventou a candidatura
Malan. Todas as opiniões a respeito dela estão manifestadas
em on pelos entrevistados. A primeira frase negada pelo
ministro foi confirmada por interlocutores do Palácio do
Planalto. A segunda, relatada a DINHEIRO por um ex-presidente
do Banco Central. Procurado por DINHEIRO, o ministro Pedro Malan
não quis se manifestar sobre o tema.
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HABITAÇÃO
Foi
com preocupação que lemos a reportagem Subsídio
Praga volta à habitação, na
qual a revista DINHEIRO atribuiu à proposta da construção
civil para erradicar o déficit habitacional o propósito
de dar dinheiro a fundo perdido para empresários.
Tal proposta também não pretende substituir o SFH
por uma suposta engenharia de subsídio, em meio a
um duríssimo programa de austeridade fiscal que não
poupa escolas nem hospitais. Compreendo perfeitamente a
preocupação a respeito. A proposta da construção
civil de criar um SBH Sistema Brasileiro da Habitação
não deseja tirar dinheiro público da construção
de escolas e hospitais e direcioná-lo a moradia de interesse
social. O que se quer é destinar recursos da sociedade
para que menos pessoas vivam em condições que afrontam
os direitos humanos.
SÉRGIO PORTO
Presidente do Sindicato da
Indústria da Construção Civil do Estado de
São Paulo
STOCK
OPTIONS
Reconheço
que um programa de stock options que destine 200 ações
aos funcionários a cada três meses é mais
que um sonho. Mas ainda não estamos neste patamar. O programa
da Brystol-Myers Squibb, denominado Team Share e iniciado em fevereiro
de 1995, é exercido a cada três anos.
ANTONIO CARLOS SALLES
Bristol-Myers Squibb Brasil S/A Assuntos Corporativos
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