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MERCADO
GLOBAL: Bolsas estão se unindo para enfrentar concorrência
internacional
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A
BM&F corre o mundo à caça de novos parceiros
Instituição
quer engolir pregões menores
Lucia
Kassai
A
Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), que já foi a
terceira maior do mundo e hoje ocupa o décimo posto, está
lutando para se manter no mapa do mercado de capitais. Nas últimas
semanas, seus diretores saíram à caça de
novos participantes para juntar-se à aliança firmada
no início do ano, a Globex, que envolve as bolsas de Paris,
Montreal, Cingapura e Chicago. Mas nem no mundo das megabolsas
a coisa está fácil. Prova disso é que a própria
Globex já tem uma rival, batizada de Eurex. Estamos
realmente à procura de novas parcerias e vamos tentar puxá-las
para dentro da Globex, admite Noênio Spinola, diretor
de comunicação da BM&F. A idéia é
fechar parcerias com instituições menores (eufemismo
para engolir pequenas bolsas), especializadas em alguns
produtos financeiros, como futuros agrícolas.
Em
todo o mundo, há 43 bolsas de derivativos. Apenas oito
já estão acertadas com alguma aliança. A
maioria trabalha apenas com produtos ligados às economias
regionais como café, açúcar, algodão
ou soja. O desafio de encontrar parceiros para atuar na Globex
é grande. A aliança, que tem início de operações
marcado para o próximo ano, será um grande pregão
eletrônico, onde as associadas não poderão
concorrer entre si. Se a BM&F disponibilizar um contrato de
café, terá exclusividade: nenhum outro membro poderá
fazê-lo. A briga é para ver quem vai oferecer o quê.
A BM&F ainda vai precisar comer muito arroz com feijão
e alguns pregões pequenos para recuperar
o terreno perdido. Depois do choque da crise da Ásia, em
1997, e a desvalorização do Real, no ano passado,
que diminuiu drasticamente o número de transações
com futuros de câmbio, a BM&F vai aos poucos recuperando
os níveis de negócios. Em 2000, o volume diário
movimentado está em US$ 12,7 bilhões (31,7% maior
que no ano passado). Mesmo assim, ainda é praticamente
a metade dos US$ 25 bilhões negociados diariamente no seu
auge, em 1998.
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