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CAPA DA SEMANA

MOEDA FORTE

QUEDA-DE-BRAÇO

Esquentaram as discussões sobre a proibição do amianto no Brasil. A fibra usada na fabricação de telhas e caixas d’água por empresas como Eternit e Brasilit foi banida de países da Europa e dos EUA por ser considerada cancerígena. Por essa razão, o Conselho Nacional de Meio Ambiente, ligado ao ministro José Sarney Filho, quer eliminar a matéria-prima por aqui também. A decisão deverá ser tomada até o final do mês. Sarney Filho conta com o apoio incondicional do ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, mas a bancada de Goiás está fazendo lobby contra, alegando que a medida pode gerar desemprego no Estado. É ver quem ganha.

MAIS DINHEIRO

Foto: Joedson Alves

O Banco Central continua firme na decisão de liberar os depósitos compulsórios pelos bancos e, assim, injetar dinheiro na economia por meio de novas concessões de empréstimos. Segundo o diretor de Política Monetária do BC, Sérgio Werlang, o percentual de depósito à vista – que hoje é de 55% – deve ser reduzido para 10% ou 15% no próximo um ano e meio. Desde que reduziu o depósito à vista de 75% para 55%, foram liberados R$ 6,4 bilhões. Se o percentual cair para 15%, outros R$ 15 bilhões ficarão liberados no mercado. Resta saber se os bancos irão mesmo destinar os recursos para empréstimos ou aplicarão o dinheiro em títulos públicos federais.


TELE 1

A CVM não confirma, mas nas rodas de operadores é tido como certo que o xerife do mercado financeiro irá aprovar a tão aguardada operação de troca de ações da Telesp pelos BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da Telefónica de Espanha. O OK deve sair nesta terça-feira, 23.

TELE 2

De cada 10 mil empregos gerados no Estado de São Paulo, 38 são da Telefonica. Em agosto de 98, segundo dados da operadora de telefonia fixa, essa proporção era de 23 para 10 mil. A informação desarma a acusação de que a privatização desse setor provocou desemprego.

MAPA

O Ibri, que reúne os profissionais da área de relações com o mercado, responsáveis por tratar com os investidores, acaba de encomendar uma pesquisa à Universidade de São Paulo: quer saber como atuam os executivos do meio e, mais, quais são, exatamente, os custos que as companhias abertas têm para manter suas ações em bolsa. As empresas dizem que os gastos são astronômicos, mas ninguém abre os números.

CONTRA-ATAQUE

Depois de assistir à queda vertiginosa dos negócios com a fuga de clientes desconfiados, as empresas de bronzeamento artificial decidiram lançar em junho uma campanha pelo bronzeamento responsável e um selo de qualidade para as suas máquinas. A campanha deve contar com um participante de peso: a Philips. A empresa é a maior fabricante mundial das lâmpadas utilizadas nos equipamentos de bronzeamento artificial, um negócio que movimenta R$ 50 milhões no Brasil.

REVANCHE

Enquanto as virtuais UOL e Lokau aguardam uma melhora nos humores da Nasdaq para lançar ações nos Estados Unidos, as representantes da velha economia não perdem tempo. Na esteira do sucesso que a VBC obteve com o IPO de US$ 150 milhões em Nova York, empresas do setor de saneamento já contrataram consultorias para seguir o mesmo caminho. Enquanto um olho está no pregão, o outro está no comportamento dos indicadores da economia para escolher o momento certo.

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