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CAPA DA SEMANA

TERCEIRO SETOR
E o vencedor é...
Prêmio Top Social vai para 33 projetos empresariais de todo o País

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Foto: Biô Barreira
CIRCO DAS ARTES: Um dos 33 projetos de empresas premiadas

Já imaginou, caro leitor, uma empresa gigante da área de petróleo gastar dinheiro com aulas de handebol para a garotada dos bairros carentes? Ou poderosa distribuidora de energia pôr R$ 1 milhão para ensinar a arte do trapézio na periferia? Ou ainda, uma multinacional de marcas odontológicas se preocupar com a dor de dente dos índios? Em meio a inúmeras notícias cotidianas de insensibilidade de autoridades e empresários diante de problemas sociais, há coisas boas acontecendo que merecem ser registradas. Melhor: premiadas. A estatal Petrobras patrocina o projeto Escola de Esportes, um curso de bola para 1.300 jovens; a Eletropaulo criou e mantém o Circo das Artes no limite de São Paulo e Diadema e a Colgate envia dentistas, pela mata, para tratar os índios do Parque do Xingu. São projetos reais que estão indo muito bem e vão receber no fim do mês o Prêmio Top Social, promovido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), com o apoio da revista DINHEIRO.

Petrobras, Eletropaulo e Colgate estão entre as 31 empresas vencedoras, com 33 projetos, neste segundo ano da premiação. Em 1999, foram selecionadas 24 companhias e 26 projetos. O leitor poderá imaginar que as empresas estão tocando os projetos atentas à possibilidade de ganhar estatuetas. Nada disso. Os trabalhos são mais antigos do que este ou outros prêmios. A escola da Petrobras existe há mais de cinco anos, o circo da Eletropaulo foi fundado em 1990 e a Colgate realiza assistência semelhante desde a década de 70. Pelo circo já passaram mais de 20 mil adolescentes e o projeto Sorriso Saudável, Futuro Brilhante atendeu 22 milhões de crianças pelo País afora. “Nossa intenção é valorizar as companhias que exercem papel de cidadãs”, declara Miguel Ignatios, presidente da Associação. “Constatamos que é crescente o envolvimento das empresas com as questões sociais. Elas passaram a preencher uma lacuna deixada pelo Estado.”

Os jovens pobres da periferia de São Paulo contam com o espaço colorido e alegre de 800 metros quadrados financiado pela Eletropaulo. Ali, em duas turmas diárias, passam horas distantes da violência das ruas e em meio a palhaços, malabaristas, trapezistas e bailarinas. “Adotei as 800 crianças que passam todos os anos pelo projeto, são como filhos para mim”, conta Fernando Tourinho, diretor de relações institucionais da Eletropaulo. A cada ano a empresa investe R$ 1 milhão no programa. “O importante para nós é a ajuda que estamos dando às comunidades carentes.” O gerente geral da Petrobras em São Paulo, Joaquim Pedro Mello da Silva, é um entusiasta das aulas de handebol, promovidas em parceria com a Universidade Metodista. “Queremos que os jovens desenvolvam, com o esporte, o espírito de disciplina e cooperação.”

A gerente da Colgate, Regina Antunes, conta que a empresa dá atendimento dentário a crianças de cidades com menos de dez mil habitantes. “O nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida da população.”

A estatal banca também um dos mais ousados dos projetos premiados. A Petrobras uniu-se à Universidade de São Paulo (USP) para levar crianças de rua, estas que pedem dinheiro nos faróis, para o fascinante mundo da Internet. Meninos e meninas são acolhidos na Estação Ciência da USP. A festa da premiação será na noite do dia 30 deste mês, no Memorial da América Latina.

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