CAPA
 ÍNDICE DA REVISTA
 A SEMANA
 DIRETO DA REDAÇÃO
 E-COMMERCE
 ECONOMIA
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 FINANÇAS
 GALERIA DE FOTOS
 MERCADO DIGITAL
 MÍDIA & CIA.
 MOEDA FORTE
 NEGÓCIOS
 PODER
 SEU DINHEIRO

BUSCA
 
 EXPEDIENTE
 FALE CONOSCO
 EDIÇÕES ANTERIORES
 ASSINATURAS
 PUBLICIDADE

CAPA DA SEMANA

INFRA-ESTRUTURA
Quem precisa de Energia?
Explodem investimentos em pequenas geradoras

Nelson Rocco

Foto: Gustavo Lourenção
USINA DE AMERICANA: CPFL já tem 19 pequenas geradoras e planos de construir mais três

A previsão de que o País terá problemas de suprimento de energia caso a economia mantenha o pé no acelerador tem um argumento contrário: o potencial de geração das pequenas centrais hidrelétricas em construção ou em projeto. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, mostram que várias usinas num total de 630 megawatts de potência entram em operação entre 18 e 24 meses. Outros 472 megawatts devem ser jogados nas redes por essas centrais entre dois e três anos. “No total, os projetos irão gerar mais de 1.100 megawatts. Isso é energia suficiente para iluminar uma cidade como o Rio de Janeiro”, afirma Guilherme Nascimento, assessor da diretoria da Aneel. As estimativas do órgão são de que até 2003 essas usinas irão movimentar US$ 1 bilhão, entre equipamentos e construção civil. “Cerca de 95% dos equipamentos são produzidos no Brasil, por empresas brasileiras ou multinacionais”, diz Nascimento.

Capacidade limitada. As pequenas usinas, ou PCHs, são iguais às primeiras centrais que foram criadas no País no final do século passado. Pela definição da Aneel, devem ter, no máximo, capacidade para gerar 30 megawatts, energia capaz de movimentar uma cidade com 100 mil habitantes. Custam até R$ 50 milhões, uma ninharia diante das grandes usinas. “Elas têm como vantagem a área de inundação limitada a 3 quilômetros quadrados, o que causa menores conflitos ambientais com desapropriação de terra em relação às grandes, que precisam de reservatório para meses”, afirma Maurício Perez Botelho, presidente da Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina, uma das geradoras mais antigas do Brasil e dona de 13 PCHs em funcionamento. Economicamente elas também são viáveis. Nascimento, da Aneel, diz que o custo de geração de uma PCH é 20% mais baixo que o das grandes centrais, isso com o desconto dado pelo órgão na tarifa de transmissão. Segundo Botelho, outras dez centrais já têm o projeto aprovado e seis estão em planejamento. O investimento nas dez PCHs será de R$ 270 milhões e a Cataguazes já encaminhou um pedido ao BNDES, que financia até 80% desse tipo de empreendimento. As dez PCHs devem acrescentar 172 megawatts ao potencial da empresa, que hoje gera 45 megawatts. A gigante Light, com potencial de 846 megawatts, também foi seduzida pelas PCHs. Fernando Lino do Nascimento, gerente de desenvolvimento da companhia, conta que está em curso o primeiro projeto, a PCH de Paracambi, a cerca de 70 quilômetros do Rio. Ela irá consumir R$ 50 milhões, gerar 30 megawatts e integrar o complexo da Serra das Araras, que já tem outras usinas de maior porte. A Companhia Paulista de Energia Elétrica, que tem voltado suas atenções mais para o mercado de transmissão, faz planos para agregar três novas pequenas centrais às suas 19, que funcionam há mais de 40 anos.

LEIA MAIS

Inovações de Everardo

A bandeira do mínimo

A lei do toma lá, da cá

Quem precisa de energia?

Conceição

  ISTOÉ
GENTE
PLANETA ÁGUA NA BOCA
 
 
ASSINE A NEWSLETTER 
© Copyright 1996/2000 Editora Três