CAPA
 ÍNDICE DA REVISTA
 A SEMANA
 DIRETO DA REDAÇÃO
 E-COMMERCE
 ECONOMIA
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 FINANÇAS
 GALERIA DE FOTOS
 MERCADO DIGITAL
 MÍDIA & CIA.
 MOEDA FORTE
 NEGÓCIOS
 PODER
 SEU DINHEIRO

BUSCA
 
 EXPEDIENTE
 FALE CONOSCO
 EDIÇÕES ANTERIORES
 ASSINATURAS
 PUBLICIDADE

CAPA DA SEMANA
 
ISTOÉ


GENTE

PLANETA
 
 
 
ASSINE A NEWSLETTER 

 Terceiro Setor
DPaschoal - de pneus a lições de cidadania
A empresa investe até em curso de sobrevivência na selva para formar gente capaz de mudar a sociedade

Laura Somoggi

Foto: Ciete Silvério
PASCOAL E SEUS ALUNOS: O objetivo é estimular crianças e jovens a cuidar do mundo ao seu redor

Ser socialmente responsável não é só ter como intuito fazer o bem para a comunidade que está a sua volta. É muito mais do que isso. Pelo menos, é o que pensa Luís Norberto Pascoal, presidente do Grupo DPaschoal – que reúne desde as conhecidas lojas de pneus a uma fazenda produtora de café. Tendo isso em mente, Pascoal fundou em 1989 a Fundação Educar DPaschoal, cujo principal objetivo é estimular e colaborar no exercício da cidadania. Formar protagonistas sociais. O que isso significa? É simples. “Não estamos preocupados apenas em educar crianças, jovens e adultos”, afirma Pascoal. “O importante é que eles tenham instrumentos afiados para mudar a sociedade.”

Exemplo: em vez de doar livros com contos de fadas para crianças carentes, a editora da Fundação produz obras que ensinam os pimpolhos a conservar a natureza, a manter a cidade limpa, os direitos das crianças e até economia doméstica. Já foram distribuídos mais de 4 milhões de livros desde dezembro de 1998. O projeto despertou o interesse de diversas empresas que se tornaram parceiras. Nomes como BankBoston, Embraer, Sul América Investimentos, entre muitos outros, estão estampados nas contra-capas dos livros. A Editora Melhoramentos, por exemplo, resolveu comercializar as obras: para cada unidade vendida, outra é doada.

Ainda na área da educação, o instituto criou o Programa de Desenvolvimento de Protagonismo (PDP). É um curso para jovens de 15 e 16 anos se tornarem pessoas capazes de liderar grandes mudanças sociais. No curso, os alunos aprendem administração pública, ética, planejamento de projetos e até sobrevivência na selva (para saberem trabalhar em grupo e em situações adversas). A idéia é que os jovens sejam agentes multiplicadores e passem os conceitos que aprenderem para amigos, parentes e futuros colegas de trabalho.

Trote alternativo. A Fundação promove também uma série de premiações para estimular o desenvolvimento da cidadania. Dos mais convencionais, como escolher jornalistas que melhor tratam de temas sociais (Prêmio Fundação Feac de Jornalismo), à seleção de juízes e promotores que se preocupam com a ressocialização de jovens infratores (Prêmio Sócio-Educando). Nas universidades, incentiva o Trote da Cidadania. Além de acabar com a violência nas comemorações dos calouros em todo o Brasil, ajudam a sociedade. O projeto começou há três anos na Unicamp. Em 1999, já estava em mais de 500 escolas. Em vez de ficar nos sinais pedindo dinheiro, os universitários limpam escolas, arrecadam alimentos e doam sangue. “Tudo isso, sem perder o caráter original do trote: integrar os novatos com os veteranos”, diz Pascoal.

Para fazer tudo isso, a Fundação recebe 5% do lucro de todas as empresas do Grupo DPaschoal. Em 1999, os investimentos foram de R$ 1,4 milhão. Dos 1.900 funcionários do Grupo em todo o Brasil, cerca de 1.300 fazem ou já fizeram algum tipo de trabalho voluntário: coletas e doações de livros, aulas do PDP e mutirões para pintar hospitais. Luís Norberto, aos 53 anos, tem a clara noção de que fazer o bem não é caridade e sim uma estratégia de negócio. Para ele, assim como as empresas devem se preocupar com a qualidade dos seus produtos e serviços, com a eficiência da sua área financeira e do marketing, devem cuidar do mundo em que estão inseridas. E a melhor forma de fazer isso é criar uma instituição separada por uma verdadeira “muralha chinesa”. “Você não pode aumentar o preço de um produto para ter dinheiro para fazer o bem”, diz ele. “Deve usar parte dos resultados ou dos dividendos dos acionistas, sem que isso interfira nas suas operações.” A divisão também é importante para que os funcionários entendam o que é a responsabilidade social da empresa. “Não é fazer doações para os seus filhos, e sim cuidar do mundo ao seu redor”.

LEIA MAIS

Rolim tenta virada

Agora é Angra II

DPaschoal - de pneus a lições de cidadania

Disney à brasileira

Mineira planeja ser multi

O Governo de novo na vale

O homem de Jari

 

| ISTOÉ ONLINE | ISTOÉ | ISTOÉ GENTE | PLANETA | EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1996/2000 Editora Três