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Mais
milionários no mundo
Clube dos
super-ricos já tem 7 milhões de sócios
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Foto:
Stock Photos / Arte: Tato
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CLUBE DOS RICOS: Nunca foi tão fácil ser
milionário |
Um argumento para os otimistas: nunca foi tão fácil
entrar no clube dos milionários. Em 1997, quando a
Merrill Lynch e a Gemini Consulting fizeram, pela primeira
vez, uma pesquisa sobre a quantidade de pessoas muito ricas
no planeta, chegaram à conclusão de que havia
5,2 milhões de cidadãos com patrimônio
superior a um milhão de dólares. No ano passado
essa cifra subiu para 6 milhões de felizardos. Agora,
na nova edição do estudo, chegou-se ao número
de 7 milhões. Segundo os autores do trabalho, há
três motivos para esse aumento o crescimento
espantoso da economia americana, a febre do e-business e a
explosão dos mercados de ações em todo
o mundo. Um outro fator, residual, também contribuiu
para isso. Na Europa, centenas de empresas familiares
de vinícolas francesas a hotéis nos Alpes
foram vendidas a grandes conglomerados, criando uma nova classe
de investidores milionários, com fortunas em dinheiro
vivo para aplicar no mercado financeiro.
Segundo o estudo, um em cada mil habitantes do planeta pode
ser qualificado de milionário, mas a distribuição
dessa população está longe de ser equilibrada.
A primeira diferença é geográfica. Na
América do Norte há um ricaço para cada
200 habitantes, índice dez vezes maior que o da América
Latina e vinte vezes maior que o da Ásia. Apenas os
Estados Unidos concentram cerca de um terço dos endinheirados
do planeta, enquanto todos os bacanas da África, somados,
não representam 1% do clube. Existe também uma
divisão de classes entre os ricos e os muito ricos.
Dos US$ 25,5 trilhões que enchem o caixa da primeira
classe global, dois terços estão nas mãos
de uma grande massa de passageiros com patrimônio médio
de US$ 3 milhões. O terço restante está
nas mãos de uma elite de 55 mil pessoas os verdadeiros
donos do mundo com fortunas médias acima de
US$ 30 milhões.
Traduzindo, o clube dos bacanas ganha sócios rapidamente,
mas o acesso à sala vip é cada vez mais difícil.
Em 1996, para entrar na lista dos 400 mais ricos dos Estados
Unidos, publicada pela revista Forbes, era preciso ter em
caixa US$ 415 milhões. No ano passado o lanterninha
desse ranking tinha US$ 625 milhões. Quinze anos atrás,
a fortuna dos 400 mais, somada, era de US$ 124 bilhões.
Agora, o patrimônio do grupo chega a US$ 1 trilhão,
o que dá a média de US$ 2,5 bilhões per
capita. A comparação também mostra como
o dinheiro está mudando de mãos. Há quinze
anos, 4% dos milionários americanos estavam no ramo
de computadores e telecomunicação. Hoje 24%
dos membros da panelinha vêm de um desses ramos ou de
empresas de software. Em compensação, o percentual
dos que são ricos por herança caiu de 32% para
22%.
O resultado mais surpreendente, em relação ao
ano passado, foi o desempenho da Ásia. Do milhão
de novos membros da irmandade dos muito ricos, 400 mil vieram
dessa parte do globo. São agora 1,7 milhão de
milionários no Oriente, número maior que o da
África, Oriente Médio, América Latina
e Europa Oriental somados. Depois da crise de 1997, as economias
dos países asiáticos se recuperaram e vêm
crescendo como se tivessem recebido um banho de fermento.
O valor das ações negociadas no mercado coreano
cresceu 167% no ano passado. Em Cingapura, o aumento foi de
103% e, em Hong Kong, 77%.
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