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MOEDA
FORTE
Sergio
Leo
PAPEL
DA VEZ
Os altos e baixos das ações da Globocabo, às
vésperas da sua inclusão no índice Bovespa,
têm uma única razão: não há
na praça outro papel tão apetitoso ou potencialmente
lucrativo para os especuladores. Nas palavras de um operador,
a Globocabo é o game da vez.
ESFORÇO
HERÓICO
Prova de que o governo FHC está tomando a sério
a meta de harmonização econômica com os
argentinos: mandou a Buenos Aires três técnicos
da Fazenda e do Banco Central para discutir, por cinco dias,
a chatíssima metodologia de contabilização
de déficit com os colegas argentinos. Tudo pela causa.
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AUTO-SUFICIÊNCIA
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| Foto:
Pedro Agilson |
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Até
o final deste ano, a Companhia Siderúrgica Nacional,
o terceiro maior consumidor de energia do Brasil, vai
se tornar completamente auto-suficiente com a conclusão
de uma termelétrica de US$ 300 milhões.
Ponto para Benjamin Steinbruch, que vai economizar US$
120 milhões por ano.
Ponto
para as reservas energéticas do País que,
com um grande consumidor a menos, ganha fôlego
para evitar o colapso previsto para 2001 com o crescimento
da economia.
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OCUPADO
O calcanhar-de-aquiles da Telemar para cumprir as metas determinadas
pela Anatel é instalar telefones em 7 mil localidades
ainda sem comunicação. O problema é que,
como será necessário investir em infra-estrutura
nesses locais afastados, o custo dos aparelhos deve chegar
a R$ 2,5 mil, um valor muito superior aos R$ 700 cobrados
no Rio. Como será difícil vender os terminais
com esse preço, a Telemar terá mesmo que arcar
com a diferença.
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DUAS
VERSÕES
O governo pode até prever oficialmente um crescimento
de 4% para este ano. Mas, em roda de empresários,
a projeção é bem outra: 7%. Para
começar.
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PROCURAM-SE
IDÉIAS
Os pequenos empresários estão entrando na onda
do venture capital. Dois fundos de investimentos estão
sendo criados em parceria com o Sebrae para comprar participações
em companhias das áreas de tecnologia e exportações.
Juntos, pretendem investir US$ 10 milhões em projetos
inovadores e, claro, lucrativos.
DE
CARA NOVA
Os bancos públicos já não são
mais os mesmos. Pelo menos na aparência. Levantamento
com 16 dessas instituições feito pela Austin
Asis mostra que elas conseguiram reverter um prejuízo
conjunto de R$ 2,5 bilhões em 1998 para um lucro de
R$ 1,2 bilhão no ano passado. No mesmo período,
deixaram uma rentabilidade negativa de 15,1% para apresentar
um retorno de 11,2%. Em tempo: boa parte dos bancos estão
prontinhos para ser vendidos para a iniciativa privada.
| Foto:
Régis Filho |
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DAY
AFTER
Na quarta-feira, 19, o diretor-gerente do FMI, Stanley Fischer,
reuniu os funcionários mais graduados para fazer uma
avaliação da reunião semestral do Fundo,
realizada em Washington. Disse que todos deviam estar orgulhosos
de trabalhar no órgão e que ele, pessoalmente,
acreditava que os funcionários eram profissionais gabaritadíssimos.
Foi uma resposta direta às críticas feitas pelo
ex-economista-chefe do Banco Mundial, Joseph Stiglitz, que
colocou em dúvida a competência dos burocratas
do FMI. No final do encontro, Fischer comentou que muitas
ONGs que protestaram durante a reunião são,
na verdade, parceiros do FMI e do BID e só foram às
ruas para manter o prestígio diante dos críticos
das duas instituições. Ah...
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