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EMPRESA
Quem vai assumir o trono?
GE enfrenta
desafio de encontrar sucessor à altura de Jack Welch
Juliana
Almeida
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LIDERANÇA:
“Jack” foi o elo entre as diversas áreas da empresa
nos últimos 20 anos
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Dentro
de um ano, a General Electric Company (GE), a quinta maior
corporação do mundo, dona de um faturamento
de US$ 120 bilhões, passará pela sucessão
mais delicada de sua existência. Está marcada
para abril de 2001 a aposentadoria de John F. Welch, ou Jack,
como é conhecido aquele que têm sido o braço-forte
da companhia desde 1980. Sob seu comando, o valor de mercado
da GE saltou de US$ 14 bilhões para US$ 410 bilhões.
A principal característica de Jack justamente
a que vai fazer falta a partir de 2001 é a capacidade
de ser o elo entre as diversas divisões de uma empresa
que fabrica de lâmpadas a locomotivas e atua fortemente
na área financeira. O candidato à cadeira de
Jack terá de mostrar que possui algo muito maior do
que o talento empresarial. Além de ter de conviver
com a sombra do mito da GE.
Prata
da casa. A transição está sendo preparada
com muito cuidado. Há um comitê encarregado de
sugerir nos próximos meses um candidato para o Conselho
de Administração, que definirá o novo
principal executivo (CEO) e sua equipe. E não é
de hoje que eles estão trabalhando na busca do sucessor.
Há alguns anos visitam os candidatos em seu local de
trabalho, para buscar o homem ideal. Jack não
deixou dúvida que o sucessor virá da própria
companhia, diz o porta-voz Gary Sheffer. Ele recusa-se
a comentar nomes, mas as apostas convergem para os dirigentes
das principais áreas da GE. Um deles é Dennis
Dammerman, vice-presidente do Conselho e presidente da GE
Capital, a divisão financeira que administra mais de
US$ 345 bilhões em ativos. O segundo negócio
mais importante é o de aeronáutica, presidido
por W. James McNerney. Em terceiro lugar está o de
geração de energia, sob direção
de Robert Nardelli.
Qualquer um que assumir esse posto, mesmo estando familiarizado
com os processos internos da GE, terá o desafio de
ser também um líder aclamado. Na Coca-Cola,
a sucessão do lendário Roberto Goizueta deixou
seqüelas. Douglas Ivester, um brilhante vice-presidente,
não conseguiu ter o mesmo desempenho, e acabou deixando
a gigante de Atlanta antes de completar o segundo ano. Quanto
a Jack Welch, já disseram que ele é uma combinação
de pregador carismático, juiz onisciente, ombudsman
interno e técnico exigente. Quem dormiria tranqüilo
sabendo que terá de enfrentar tamanhas cobranças?
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