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PODER
Expedito
Filho
BANCO
CENTRAL
Tropa de choque
Na gestão de Armínio Fraga, o Banco Central
decidiu articular uma bancada parlamentar para defendê-lo
no Congresso Nacional. A tropa de choque do BC será
informalmente coordenada pelo deputado Rodrigo Maia (PTB-RJ),
filho do deputado César Maia, que anda bem cotado no
governo. Sua primeira tarefa será explicar aos parlamentares
as razões que levaram o BC a apresentar um prejuízo
de R$ 13 bilhões no ano passado.
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Vida
privada
Eduardo
Jorge Caldas Pereira, ex-secretário-geral da
Presidência da República, deixou o Planalto
para ganhar a vida na iniciativa privada. Longe do governo,
Eduardo Jorge, que começou sua vida pública
como um mero burocrata do Senado, esbanja invejável
saúde financeira. Está faturando mais
de R$ 100 mil mensais com seis consultorias e uma sociedade
numa pequena empresa de seguros, onde seu capital de
apenas 10% é menos expressivo que o conhecimento
adquirido nos seus tempos de governo. No item aquisições,
o ex-secretário foi longe. Além de manter
uma casa alugada e um apartamento próprio em
endereços nobres de Brasília, acumulou
ainda um belo apto. na Delfim Moreira, de frente para
o mar, no Rio. Detalhe: o mesmo desempenho administrativo
não aconteceu na campanha de FHC em 98, que contou
com Eduardo Jorge na condição de coordenador.
Até agora, ele não quitou as dívidas
de campanha. Motivo alegado: falta de dinheiro.
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EM
ALTA
O Palácio do Planalto está mesmo em lua-de-mel
com o ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias.
A objetividade do ministro na condução
dos negócios é vista como o ponto alto
de sua gestão. Para o governo, Tápias
substituiu a conversa mole que amarra o discurso do
primeiro escalão do governo pelo pragmatismo
empresarial.
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EM
BAIXA
O ministro da Previdência, Waldeck Ornellas, já
foi considerado pelo governo FHC um quadro de qualidade
da reserva técnica do senador Antônio Carlos
Magalhães. Foi. Já não é mais.
Ornellas é tido hoje dentro do governo como um
técnico medíocre, cuja dependência
do padrinho serve apenas para tornar mais transparente
suas limitações. Não resistirá
à primeira reforma ministerial. |
LOBBY
Girando contra
É poderoso o lobby da Federação Nacional
dos Bancos (Febraban). Até hoje os deputados, ligados
à Febraban, não permitiram que a Câmara
Federal regulamentasse a obrigatoriedade das portas giratórias
de segurança em todos os bancos do País.
CARGAS
CPI do roubo
Está para ser instalado no Congresso a CPI para apurar
o roubo de cargas nas estradas brasileiras. Esta modalidade
de roubo está crescendo 30% ao ano. Somente no ano
passado ocorreram mais de cinco mil roubos. A novidade é
que a suspeita está, agora, recaindo nos próprios
comerciantes que, com ajuda de ladrões e traficantes,
estariam roubando a mercadoria para faturar duas vezes: a
primeira com o seguro da carga roubada e a outra com uma nova
venda.
| FARRA
TELEFÔNICA |
Este é um governo que usa e abusa dos telefones,
faxs e celulares. Segundo cálculos da Casa
Civil, gasta anualmente
R$ 1,2 bilhão com os serviços de telecomunicações.
E, sem muito esforço, poderia economizar
até R$ 500 milhões este ano. |
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| MICO
DE PLÁSTICO |
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O governo não está seguro do sucesso
do dinheiro de plástico. Os testes informais
de circulação em pequena escala têm
demonstrado que o novo dinheiro, após algum
tempo de uso, fica oleoso, acumulando gordura na
superfície do papel plastificado. |
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| TRANQÜILIZANTE |
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Assim que chegou dos Estados Unidos, onde se encontrou
com banqueiros e analistas econômicos, Tasso
Jereissati tratou de acalmar FHC. Disse que lá
a comunidade financeira acredita que a queda recente
nas bolsas, com a correção dos preços
das ações, pode evitar um futuro crash
mundial. |
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