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  - nº 139
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PODER
Expedito Filho

BANCO CENTRAL
Tropa de choque

Na gestão de Armínio Fraga, o Banco Central decidiu articular uma bancada parlamentar para defendê-lo no Congresso Nacional. A tropa de choque do BC será informalmente coordenada pelo deputado Rodrigo Maia (PTB-RJ), filho do deputado César Maia, que anda bem cotado no governo. Sua primeira tarefa será explicar aos parlamentares as razões que levaram o BC a apresentar um prejuízo de R$ 13 bilhões no ano passado.

Vida privada

Eduardo Jorge Caldas Pereira, ex-secretário-geral da Presidência da República, deixou o Planalto para ganhar a vida na iniciativa privada. Longe do governo, Eduardo Jorge, que começou sua vida pública como um mero burocrata do Senado, esbanja invejável saúde financeira. Está faturando mais de R$ 100 mil mensais com seis consultorias e uma sociedade numa pequena empresa de seguros, onde seu capital de apenas 10% é menos expressivo que o conhecimento adquirido nos seus tempos de governo. No item aquisições, o ex-secretário foi longe. Além de manter uma casa alugada e um apartamento próprio em endereços nobres de Brasília, acumulou ainda um belo apto. na Delfim Moreira, de frente para o mar, no Rio. Detalhe: o mesmo desempenho administrativo não aconteceu na campanha de FHC em 98, que contou com Eduardo Jorge na condição de coordenador. Até agora, ele não quitou as dívidas de campanha. Motivo alegado: falta de dinheiro.


EM ALTA
O Palácio do Planalto está mesmo em lua-de-mel com o ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias. A objetividade do ministro na condução dos negócios é vista como o ponto alto de sua gestão. Para o governo, Tápias substituiu a conversa mole que amarra o discurso do primeiro escalão do governo pelo pragmatismo empresarial.

EM BAIXA
O ministro da Previdência, Waldeck Ornellas, já foi considerado pelo governo FHC um quadro de qualidade da reserva técnica do senador Antônio Carlos Magalhães. Foi. Já não é mais. Ornellas é tido hoje dentro do governo como um técnico medíocre, cuja dependência do padrinho serve apenas para tornar mais transparente suas limitações. Não resistirá à primeira reforma ministerial.

LOBBY
Girando contra

É poderoso o lobby da Federação Nacional dos Bancos (Febraban). Até hoje os deputados, ligados à Febraban, não permitiram que a Câmara Federal regulamentasse a obrigatoriedade das portas giratórias de segurança em todos os bancos do País.

CARGAS
CPI do roubo

Está para ser instalado no Congresso a CPI para apurar o roubo de cargas nas estradas brasileiras. Esta modalidade de roubo está crescendo 30% ao ano. Somente no ano passado ocorreram mais de cinco mil roubos. A novidade é que a suspeita está, agora, recaindo nos próprios comerciantes que, com ajuda de ladrões e traficantes, estariam roubando a mercadoria para faturar duas vezes: a primeira com o seguro da carga roubada e a outra com uma nova venda.

FARRA TELEFÔNICA
Este é um governo que usa e abusa dos telefones, faxs e celulares. Segundo cálculos da Casa Civil, gasta anualmente
R$ 1,2 bilhão com os serviços de telecomunicações. E, sem muito esforço, poderia economizar até R$ 500 milhões este ano.
MICO DE PLÁSTICO
O governo não está seguro do sucesso do dinheiro de plástico. Os testes informais de circulação em pequena escala têm demonstrado que o novo dinheiro, após algum tempo de uso, fica oleoso, acumulando gordura na superfície do papel plastificado.
TRANQÜILIZANTE
Assim que chegou dos Estados Unidos, onde se encontrou com banqueiros e analistas econômicos, Tasso Jereissati tratou de acalmar FHC. Disse que lá a comunidade financeira acredita que a queda recente nas bolsas, com a correção dos preços das ações, pode evitar um futuro crash mundial.

 


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