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MOEDA
FORTE
Sergio
Leo
NOVOS
TEMPOS
A
tecelagem Braspérola conseguiu chegar a bom termo com
seus credores. Após uma negociação que
se arrastou por um ano, os detentores de debêntures
aceitaram a proposta da companhia de refinanciar R$ 72 milhões
em 12 anos, com três de carência. Um dos pontos
comemorados por quem detém os títulos de dívida
da empresa foi a troca do IGPM pela TJLP como indexador, diz
Juarez Dias Costa, diretor da Oliveira Trust.
SUBSÍDIO
A
picape Silverado é um dos sonhos de consumo do agricultor
brasileiro. Custa R$ 35 mil, que podem ser pagos metade à
vista e o restante em Cédulas de Produto Rural (CPR),
a moeda verde do campo. A CPR, antes restrita
a operações essencialmente rurais, já
pode ser usada na compra de carros, adubo, tratores, sementes
e insumos em geral. Os negócios com CPR totalizaram
R$ 146 milhões no ano passado, quatro vezes mais que
em 1996.
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O
JEITO INGLÊS
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| Foto:Ciete
Silvério |
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O
historiador Collin Lucas, 60 anos, vice-reitor da Universidade
de Oxford, esteve em São Paulo na semana passada
a convite do banco Santos. Fez uma palestra sobre atração
de recursos privados para a universidade e falou à
DINHEIRO sobre o assunto:
Cerca
de 37% da verba das universidades britânicas vêm
do governo. O resto vem de fundos e contratos de pesquisa
com empresas privadas. Também recebemos dinheiro
de filantropia, da editora universitária e de
serviços. Ah, sim, temos 3,5% do valor final
das empresas incubadas na universidade que chegam à
Bolsa.
Nos
últimos dois anos, em Oxford, temos criado uma
nova empresa de tecnologia a cada dois meses, ajudando
a atrair capital de risco. O valor de mercado das empresas
criadas em Oxford já é de US$ 2,5 bilhões.
O
governo britânico introduziu dois anos atrás
uma lei para que os estudantes de graduação
paguem uma anuidade máxima de cerca de US$ 1.500,00,
que pode ser reduzida de acordo com as circunstâncias
econômicas do próprio estudante. Parte
da discussão agora é como evitar que a
anuidade deixe de fora estudantes que não podem
pagar. Ninguém pode ser excluído da universidade
porque ela cobra anuidades.
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CONTRA
AS PERDAS
Os
acionistas minoritários da Plascar, fabricante de autopeças,
estão prontos para ir à Justiça contra
os administradores da empresa. Comprada pela multinacional
BTR, que mudou de nome para Invensys, a empresa tinha US$
50 milhões em caixa. Os pequenos acionistas dizem não
entender por que a empresa resolveu torrar as reservas com
a compra da Jetoflex e da Karto, que só dão
prejuízo. Detalhe: em um ano, as ações
da Plascar despencaram 34%.
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SEGREDO
Sigilo
absoluto é a ordem na filial da Cisco, maior
empresa de infra-estrutura para Internet. Ninguém
se atreve a comentar o contrato milionário que
está na boca do forno com uma companhia de telefonia.
As conversações já duram um ano
e, pelas proporções do segredo, o negócio
deve movimentar o mercado.
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EUFORIA
O governador do Paraná está eufórico.
Diz que a arrecadação de ICMS no ano passado
cresceu 18,4%, acima da média nacional, de 11,4%. O
crescimento da receita foi impulsionado pelo programa de industrialização
no Estado, afirma Jaime Lerner. Apesar dos incentivos
e adiamento no recebimento de ICMS que tem concedido aos empresários,
o setor industrial respondeu por 36% da arrecadação,
apenas um ponto percentual acima de 98.
PRESTAÇÃO
DE CONTAS
O
Congresso está preocupado com o andamento da privatização
do setor elétrico. Em maio, durante seminário
organizado pela Comissão de Minas e Energia, o ministro
das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, e o diretor-geral
da Agência Nacional de Energia Elétrica, José
Mário Miranda Abdo, terão de mostrar que as
mudanças não trouxeram prejuízos ao consumidor.
A Comissão irá apresentar estudo sobre o prejuízo
que o fechamento de capital de várias empresas trouxe
para a poupança brasileira.
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