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  - nº 139
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MOEDA FORTE
Sergio Leo

NOVOS TEMPOS
A tecelagem Braspérola conseguiu chegar a bom termo com seus credores. Após uma negociação que se arrastou por um ano, os detentores de debêntures aceitaram a proposta da companhia de refinanciar R$ 72 milhões em 12 anos, com três de carência. Um dos pontos comemorados por quem detém os títulos de dívida da empresa foi a troca do IGPM pela TJLP como indexador, diz Juarez Dias Costa, diretor da Oliveira Trust.

SUBSÍDIO
A picape Silverado é um dos sonhos de consumo do agricultor brasileiro. Custa R$ 35 mil, que podem ser pagos metade à vista e o restante em Cédulas de Produto Rural (CPR), a “moeda verde” do campo. A CPR, antes restrita a operações essencialmente rurais, já pode ser usada na compra de carros, adubo, tratores, sementes e insumos em geral. Os negócios com CPR totalizaram R$ 146 milhões no ano passado, quatro vezes mais que em 1996.

O JEITO INGLÊS

Foto:Ciete Silvério

O historiador Collin Lucas, 60 anos, vice-reitor da Universidade de Oxford, esteve em São Paulo na semana passada a convite do banco Santos. Fez uma palestra sobre atração de recursos privados para a universidade e falou à DINHEIRO sobre o assunto:

“Cerca de 37% da verba das universidades britânicas vêm do governo. O resto vem de fundos e contratos de pesquisa com empresas privadas. Também recebemos dinheiro de filantropia, da editora universitária e de serviços. Ah, sim, temos 3,5% do valor final das empresas incubadas na universidade que chegam à Bolsa.”

“Nos últimos dois anos, em Oxford, temos criado uma nova empresa de tecnologia a cada dois meses, ajudando a atrair capital de risco. O valor de mercado das empresas criadas em Oxford já é de US$ 2,5 bilhões.”

“O governo britânico introduziu dois anos atrás uma lei para que os estudantes de graduação paguem uma anuidade máxima de cerca de US$ 1.500,00, que pode ser reduzida de acordo com as circunstâncias econômicas do próprio estudante. Parte da discussão agora é como evitar que a anuidade deixe de fora estudantes que não podem pagar. Ninguém pode ser excluído da universidade porque ela cobra anuidades.”

CONTRA AS PERDAS
Os acionistas minoritários da Plascar, fabricante de autopeças, estão prontos para ir à Justiça contra os administradores da empresa. Comprada pela multinacional BTR, que mudou de nome para Invensys, a empresa tinha US$ 50 milhões em caixa. Os pequenos acionistas dizem não entender por que a empresa resolveu torrar as reservas com a compra da Jetoflex e da Karto, que só dão prejuízo. Detalhe: em um ano, as ações da Plascar despencaram 34%.

SEGREDO
Sigilo absoluto é a ordem na filial da Cisco, maior empresa de infra-estrutura para Internet. Ninguém se atreve a comentar o contrato milionário que está na boca do forno com uma companhia de telefonia. As conversações já duram um ano e, pelas proporções do segredo, o negócio deve movimentar o mercado.

EUFORIA
O governador do Paraná está eufórico. Diz que a arrecadação de ICMS no ano passado cresceu 18,4%, acima da média nacional, de 11,4%. “O crescimento da receita foi impulsionado pelo programa de industrialização no Estado”, afirma Jaime Lerner. Apesar dos incentivos e adiamento no recebimento de ICMS que tem concedido aos empresários, o setor industrial respondeu por 36% da arrecadação, apenas um ponto percentual acima de 98.

PRESTAÇÃO DE CONTAS
O Congresso está preocupado com o andamento da privatização do setor elétrico. Em maio, durante seminário organizado pela Comissão de Minas e Energia, o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, e o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, José Mário Miranda Abdo, terão de mostrar que as mudanças não trouxeram prejuízos ao consumidor. A Comissão irá apresentar estudo sobre o prejuízo que o fechamento de capital de várias empresas trouxe para a poupança brasileira.

 


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