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MERCADO
DIGITAL
Lino
Rodrigues
Cineclick
A empresária Rosely Koraicho, sócia da casa
de espetáculos paulistana Credicard Hall e dona da
incorporadora Koema, está se preparando para navegar
nas ondas da Internet brasileira. Junto com mais três
sócios, Rosely acerta os detalhes para o lançamento,
em julho, do Cineclick (www.cineclick.com.br),
um portal totalmente voltado para o público de cinéfilos,
onde o internauta poderá conversar on line com diretores
e atores de cinema. A empreitada exigiu gastos de R$ 4 milhões,
e a previsão, otimista, é recuperar o investimento
em oito meses. Entretenimento ainda é uma boa
área para lucrar, diz ela.
Ecossistema
A HP está com tudo pronto para colocar no ar um megaportal
intercontinental para hospedagem de sites. Carly Fiorina,
principal executiva da segunda maior companhia de informática
do planeta, está chamando o novo negócio de
ecossistema, com potencial de movimentar US$ 100
bilhões em serviços por ano.
Geração
WAP
A
NTT DoCoMo, uma das principais operadoras de celular no Japão,
só está esperando o início das operações
do sistema de Internet móvel para desembarcar no Brasil
com os seus aparelhos equipados com a tecnologia WAP (Wireless
Aplication Protocol). Na última Américas Telecom,
feira de telecomunicações realizada no Rio,
no início do mês, os japoneses deram uma pequena
mostra do que está para chegar por aqui. São
esses equipamentos que vão movimentar a próxima
geração da comunicação móvel.
Eles incorporam uma série de serviços e aplicações
como acesso à rede, vídeophone e capacidade
de capturar música, dados e games.
Vale
a pena ter um e-card?
Um
cartão que não existe em papel, nem tem número
e só pode ser usado na Internet. A proposta partiu
do Unibanco, que lançou em setembro do ano passado
o e-card e já tem 402 mil usuários. Mas vale
a pena trocar o cartão de crédito convencional
por esse virtual? A resposta é sim, se você faz
compras pela rede. Manter os dois na carteira significa pagar
uma mensalidade de R$ 2,50 e juros de 5,9% ao mês. A
vantagem é a segurança, diz o diretor-financeiro
do Unibanco, Cláudio Yamaguti. O sistema criptografado
mantém uma espécie de carteira eletrônica,
com os dados do cliente armazenados. Na hora da compra, não
é preciso digitar o número do cartão.
Basta digitar a senha e as informações serão
copiadas da carteira eletrônica para a loja virtual.
| Na
Velha e na Nova Economia |
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Figuras ilustres da economia tradicional estão
migrando para as ondas da Internet. Mailson da Nóbrega,
ex-ministro da Fazenda e sócio de uma empresa
de consultoria, diz que a rede está revolucionando
a forma de se fazer negócios e se tornando uma
das maiores fontes de informação econômica.
Há quatro anos navegando na rede, Mailson já
pode ser considerado um veterano.
DINHEIRO
Quando foi a sua estréia na Internet?
Mailson da Nóbrega Foi em 1996,
quando entrei em uma agência de notícias.
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DINHEIRO
O senhor costuma navegar com freqüência?
NÓBREGA Todos os dias, mas não
me considero um viciado.
DINHEIRO Quais os sites que o sr. mais
acessa?
Nóbrega Agência Estado, Folha
de S. Paulo, Globo, CNN e o Financial Times. Compro
livros nos sites da Amazon, Saraiva e Siciliano.
DINHEIRO Qual é a sua opinião
sobre a Internet?
Nóbrega Ela tem uma utilidade infinita,
e está mudando a maneira de se fazer negócio.
DINHEIRO Que sites que o sr. indicaria?
NÓBREGA Os sites do FMI (www.imf.org),
do Banco Mundial (www.bancomundial.org),
do Institute International de Finance (www.iif.com),
do BNDES (www.bndes.gov.br)
e o da Tendência (www.tendencias.inf.br).
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Logística em alta
O
grupo Martins, um dos maiores atacadistas do País,
está investindo US$ 25 milhões para marcar presença
no crescente mercado de distribuição e armazenagem
de produtos vendidos pela Internet. Dentro de 60 dias, o grupo
mineiro, que faturou R$ 1,6 bilhão no ano passado,
fará a sua estréia na rede com a Intecon, empresa
criada exclusivamente para atender lojas e grandes portais
virtuais. Considerada um dos pontos fracos da Internet, a
logística é um mercado que movimentará
US$ 8 bilhões nos próximos quatro anos. Nesse
período, a Intecon quer se firmar como uma das maiores
distribuidoras do comércio eletrônico e faturar
US$ 100 milhões. Mas o grupo não pretende atuar
apenas na entrega de produtos. Temos estrutura e experiência
para armazenar, empacotar e até negociar com os fornecedores
das empresas on line, explica Juscelino Martins, vice-presidente
da Intecon. Entre as novidades a serem implantadas, está
o credenciamento de pequenos estabelecimentos (padarias, supermercados
e bares), onde o internauta poderá retirar a mercadoria.
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Web
na tevê
A
Internet finalmente começa a chegar aos aparelhos de
televisão. Na semana passada, foi lançado em
São Paulo o primeiro equipamentos teclado, controle
remoto, conversor que promete transformar os milhões
de aparelhos de televisão em terminais com acesso à
rede. Chamada de MyWeb, a novidade, que terá um portal
específico, custará R$ 348, incluído
o acesso grátis. A MyWeb está investindo US$
100 milhões na iniciativa e pretende atrair um milhão
de usuários. Em tempo: a instalação leva
de 15 a 20 dias e o equipamento necessita de uma linha telefônica.
Cristo
iluminado
A nova iluminação do Cristo Redentor, no Rio
de Janeiro, inaugurada no domingo, 23, está sendo monitorada,
pela primeira vez, por um sistema que utiliza satélites
e telefonia celular para comunicação. Com o
equipamento, fornecido pela Damos SudAmerica, a concessionária
de energia consegue monitorar remotamente as luzes do Cristo
e, em caso de pane, agir rápido.
| O
mercado mundial de turismo on line vai bater na casa dos
US$ 30 bilhões até o final de 2001, segundo
previsão do Gartner Group. |
A
Playland, empresa do grupo Playcenter, se prepara para
estrear na Internet. Está previsto para breve
o lançamento de um grande portal destinado ao
mundo do entretenimento.
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Até
o final do ano, 78% dos americanos com acesso à
rede usarão aparelhos sem fio para receber e enviar
e-mail, dados pessoais e
informações de negócios. |
Ameaça
militar
Atenção,
gamemaníacos: a chegada do revolucionário console
da Sony, o PlayStation2, no Brasil e em outros países,
está ameaçada. O governo japonês anunciou
na semana passada que a exportação do novo brinquedinho
só será permitida com autorização
especial. As autoridades alegam que o console é tão
poderoso que pode ser usado com propósitos militares.
Explica-se: a Sony equipou o PlayStation2 com um chip que
é compatível com alguns sistemas de navegação
e controle de mísseis. O processador é o cérebro
da máquina e responsável pela alta velocidade
e qualidade das imagens dos jogos. A Sony, que já vendeu
mais de 1,4 milhão de unidades do produto no Japão
desde o seu lançamento em março, pode perder
a corrida para os concorrentes X-Box, da Microsoft, e Dreamcast,
da Sega, no milionário mercado
americano.
Papo
real
Os
assinantes do Terra Networks, segundo maior provedor de acesso
do País, já podem bater papo em tempo real. Para
isso, basta acessar o site da empresa (www.terra.com.br)
e baixar o programa InstantTerra. O software é semelhante
ao ICQ, o primeiro a permitir a troca de mensagens instantâneas
da rede.
Colaboraram:
Carlos Eduardo Sambrana e Marta Barbosa
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