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  - nº 139
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MERCADO DIGITAL

Lino Rodrigues

Cineclick
A empresária Rosely Koraicho, sócia da casa de espetáculos paulistana Credicard Hall e dona da incorporadora Koema, está se preparando para navegar nas ondas da Internet brasileira. Junto com mais três sócios, Rosely acerta os detalhes para o lançamento, em julho, do Cineclick (www.cineclick.com.br), um portal totalmente voltado para o público de cinéfilos, onde o internauta poderá conversar on line com diretores e atores de cinema. A empreitada exigiu gastos de R$ 4 milhões, e a previsão, otimista, é recuperar o investimento em oito meses. “Entretenimento ainda é uma boa área para lucrar”, diz ela.

Ecossistema
A HP está com tudo pronto para colocar no ar um megaportal intercontinental para hospedagem de sites. Carly Fiorina, principal executiva da segunda maior companhia de informática do planeta, está chamando o novo negócio de “ecossistema”, com potencial de movimentar US$ 100 bilhões em serviços por ano.

Geração WAP
A NTT DoCoMo, uma das principais operadoras de celular no Japão, só está esperando o início das operações do sistema de Internet móvel para desembarcar no Brasil com os seus aparelhos equipados com a tecnologia WAP (Wireless Aplication Protocol). Na última Américas Telecom, feira de telecomunicações realizada no Rio, no início do mês, os japoneses deram uma pequena mostra do que está para chegar por aqui. São esses equipamentos que vão movimentar a próxima geração da comunicação móvel. Eles incorporam uma série de serviços e aplicações como acesso à rede, vídeophone e capacidade de capturar música, dados e games.

Vale a pena ter um e-card?
Um cartão que não existe em papel, nem tem número e só pode ser usado na Internet. A proposta partiu do Unibanco, que lançou em setembro do ano passado o e-card e já tem 402 mil usuários. Mas vale a pena trocar o cartão de crédito convencional por esse virtual? A resposta é sim, se você faz compras pela rede. Manter os dois na carteira significa pagar uma mensalidade de R$ 2,50 e juros de 5,9% ao mês. “A vantagem é a segurança”, diz o diretor-financeiro do Unibanco, Cláudio Yamaguti. O sistema criptografado mantém uma espécie de carteira eletrônica, com os dados do cliente armazenados. Na hora da compra, não é preciso digitar o número do cartão. Basta digitar a senha e as informações serão copiadas da carteira eletrônica para a loja virtual.

Na Velha e na Nova Economia

Figuras ilustres da economia tradicional estão migrando para as ondas da Internet. Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda e sócio de uma empresa de consultoria, diz que a rede está revolucionando a forma de se fazer negócios e se tornando uma das maiores fontes de informação econômica. Há quatro anos navegando na rede, Mailson já pode ser considerado um veterano.
DINHEIRO – Quando foi a sua estréia na Internet?
Mailson da Nóbrega –
Foi em 1996, quando entrei em uma agência de notícias.

DINHEIRO – O senhor costuma navegar com freqüência?
NÓBREGA –
Todos os dias, mas não me considero um viciado.
DINHEIRO – Quais os sites que o sr. mais acessa?
Nóbrega –
Agência Estado, Folha de S. Paulo, Globo, CNN e o Financial Times. Compro livros nos sites da Amazon, Saraiva e Siciliano.
DINHEIRO – Qual é a sua opinião sobre a Internet?
Nóbrega –
Ela tem uma utilidade infinita, e está mudando a maneira de se fazer negócio.
DINHEIRO – Que sites que o sr. indicaria?
NÓBREGA –
Os sites do FMI (www.imf.org), do Banco Mundial (www.bancomundial.org), do Institute International de Finance (www.iif.com), do BNDES (www.bndes.gov.br) e o da Tendência (www.tendencias.inf.br).

Logística em alta
O grupo Martins, um dos maiores atacadistas do País, está investindo US$ 25 milhões para marcar presença no crescente mercado de distribuição e armazenagem de produtos vendidos pela Internet. Dentro de 60 dias, o grupo mineiro, que faturou R$ 1,6 bilhão no ano passado, fará a sua estréia na rede com a Intecon, empresa criada exclusivamente para atender lojas e grandes portais virtuais. Considerada um dos pontos fracos da Internet, a logística é um mercado que movimentará US$ 8 bilhões nos próximos quatro anos. Nesse período, a Intecon quer se firmar como uma das maiores distribuidoras do comércio eletrônico e faturar US$ 100 milhões. Mas o grupo não pretende atuar apenas na entrega de produtos. “Temos estrutura e experiência para armazenar, empacotar e até negociar com os fornecedores das empresas on line”, explica Juscelino Martins, vice-presidente da Intecon. Entre as novidades a serem implantadas, está o credenciamento de pequenos estabelecimentos (padarias, supermercados e bares), onde o internauta poderá retirar a mercadoria.

Web na tevê
A Internet finalmente começa a chegar aos aparelhos de televisão. Na semana passada, foi lançado em São Paulo o primeiro equipamentos – teclado, controle remoto, conversor – que promete transformar os milhões de aparelhos de televisão em terminais com acesso à rede. Chamada de MyWeb, a novidade, que terá um portal específico, custará R$ 348, incluído o acesso grátis. A MyWeb está investindo US$ 100 milhões na iniciativa e pretende atrair um milhão de usuários. Em tempo: a instalação leva de 15 a 20 dias e o equipamento necessita de uma linha telefônica.

Cristo iluminado
A nova iluminação do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, inaugurada no domingo, 23, está sendo monitorada, pela primeira vez, por um sistema que utiliza satélites e telefonia celular para comunicação. Com o equipamento, fornecido pela Damos SudAmerica, a concessionária de energia consegue monitorar remotamente as luzes do Cristo e, em caso de pane, agir rápido.

O mercado mundial de turismo on line vai bater na casa dos US$ 30 bilhões até o final de 2001, segundo previsão do Gartner Group.

A Playland, empresa do grupo Playcenter, se prepara para
estrear na Internet. Está previsto para breve o lançamento de um grande portal destinado ao mundo do entretenimento.

Até o final do ano, 78% dos americanos com acesso à rede usarão aparelhos sem fio para receber e enviar
e-mail, dados pessoais e
informações de negócios.

Ameaça militar
Atenção, gamemaníacos: a chegada do revolucionário console da Sony, o PlayStation2, no Brasil e em outros países, está ameaçada. O governo japonês anunciou na semana passada que a exportação do novo brinquedinho só será permitida com autorização especial. As autoridades alegam que o console é tão poderoso que pode ser usado com propósitos militares. Explica-se: a Sony equipou o PlayStation2 com um chip que é compatível com alguns sistemas de navegação e controle de mísseis. O processador é o cérebro da máquina e responsável pela alta velocidade e qualidade das imagens dos jogos. A Sony, que já vendeu mais de 1,4 milhão de unidades do produto no Japão desde o seu lançamento em março, pode perder a corrida para os concorrentes X-Box, da Microsoft, e Dreamcast, da Sega, no milionário mercado americano.

Papo real
Os assinantes do Terra Networks, segundo maior provedor de acesso do País, já podem bater papo em tempo real. Para isso, basta acessar o site da empresa (www.terra.com.br) e baixar o programa InstantTerra. O software é semelhante ao ICQ, o primeiro a permitir a troca de mensagens instantâneas da rede.

Colaboraram: Carlos Eduardo Sambrana e Marta Barbosa


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