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  - nº 139
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EDITORIAL
O cerco ao capital

Pedras, gás e tropas alimentaram um confronto inusual. Nas ruas cercadas de manifestantes, ministros, financistas, senhores da roda monetária ficaram acuados. O ministro Pedro Malan, que nos anos 70 foi tachado de foquista pela ONU – no jargão da época, um simpatizante da guerrilha rural –, viu-se sitiado. Transformou-se em alvo. O carro que o transportava foi sacudido, atacado. O hotel com autoridades e participantes do encontro levantou às quatro horas da madrugada, acordado por sirenes intimidadoras. O estado de conflito entre os que movem o capital e aqueles que dele dependem – e sofrem as conseqüências do seu uso sob severa receita – chegou ao ápice. Washington como campo de batalha similar só pode ser reencontrada nos turbulentos dias de protestos anti-Vietnam. Uma grita, constante e crescente, pelo fim da globalização atrai simpatizantes em generoso número, até nos EUA, coração da “exuberância irracional”. Vítimas do fenômeno de integração global estão pelos quatro cantos. O FMI virou um símbolo, um totem do separatismo capitalista. E é confrontado. Dirigentes como James Wolfensohn, do Bird, temem pela desmoralização.

Autoridades nas várias esferas financeiras defrontam-se com o paradigma: como mover a roda comercial do mundo sem comprometer as escalas de prioridades de cada país. É, decerto, o dilema que aflige e, historicamente, sempre afligiu os que detêm o poder, nas questões internas ou externas. A fórmula de saída mistura cautela e bom-senso. O poder deve ser exercido com equilíbrio.

Em tempo – Nesta edição trazemos uma reportagem sobre o movimento do poder pelos escalões de Brasília. A radiografia esclarecedora marca a estréia de Expedito Filho, um dos mais influentes jornalistas brasilienses, na direção da sucursal da Revista.

Carlos José Marques

 


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