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ATIVIDADE
LUCRATIVA
Museu - um grande negócio
Novo planetário
inaugurado em Nova York é um sucesso arquitetônico
e financeiro
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VENDO
ESTRELAS: O Rose Center, com 2.000 toneladas de vidro,
custou US$ 210 milhões
|
No
Brasil, uma empresa que fatura US$ 220 milhões por
ano estaria entre as 500 maiores do País. Pois esse
é o orçamento no ano do Museu de História
Natural de Nova York, que acaba de inaugurar um dos mais ambiciosos
projetos científicos dos Estados Unidos o novo
planetário da cidade, batizado de Rose Center for Earth
and Space. O centro, que substituirá o antigo Hayden
Planetarium, é uma construção impressionante
que consumiu quatro anos de trabalho e US$ 210 milhões
em investimentos. E, mais interessante que isso, promete dar
lucro.
Nos Estados Unidos, administrar museus é uma atividade
mais profissional que em outras partes do mundo. As instituições
fazem planos de marketing para atrair público (3,4
milhões de pessoas por ano, no caso do Museu de História
Natural), planejam-se para depender o mínimo possível
de dinheiro estatal e fazem complexas engenharias financeiras
com base nas leis que garantem isenções fiscais
aos doadores. Entre elas, estão operações
de lançamento de bônus que, em alguns casos,
são altamente valorizados (títulos do Art Institute
of Chicago, por exemplo, têm avaliação
de risco A/A-1, a segunda melhor na classificação
da Standard & Poors). Assim, conseguem não apenas
que várias instituições se tornem lucrativas,
mas também atraem doações polpudas. A
família Rose, dona da maior imobiliária do estado
de Nova York, por exemplo, contribuiu com US$ 20 milhões
para o planetário em troca do direito de dar o nome
ao prédio. E de algum abatimento no Imposto de Renda,
é claro.
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