CAPA
 INDICE DA REVISTA
 A SEMANA
 DIRETO DA REDAÇÃO
 E-COMMERCE
 ECONOMIA
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 FINANÇAS
 GALERIA DE FOTOS
 MERCADO DIGITAL
 MÍDIA & CIA.
 MOEDA FORTE
 NEGÓCIOS
 PODER
 SEU DINHEIRO

BUSCA
 
 EXPEDIENTE
 FALE CONOSCO
 EDIÇÕES ANTERIORES
 ASSINATURAS
 PUBLICIDADE

CAPA DA SEMANA
 
ISTOÉ


GENTE

PLANETA
   
 
  - nº 139
ASSINE A NEWSLETTER   

TELECOMUNICAÇÕES
O Brasil entra na órbita
Operadoras de satélites disputam um mercado de US$ 2 bi no País

Mariza Cavalcanti

DISPUTA ESTELAR: Empresas detentoras de tecnologia de satélites de olho no mercado brasileiro

A guerra, agora, é no espaço. As mudanças no setor de telecomunicações colocaram o Brasil na órbita das maiores empresas detentoras de tecnologia de satélites para transmissão de dados, imagens, voz, conexão com a Internet e sinais de tevê e elas estão disputando um mercado estimado em mais de US$ 2 bilhões. Encabeça a lista a Intelsat, responsável, em 1969, pela geração da célebre imagem de Neil Armstrong fincando a bandeira americana na Lua. Trata-se de um consórcio internacional, formado pelo governo de 143 países (o Brasil também faz parte), que pretende ampliar sua presença no mercado nacional, implantando projetos como os de teleeducação, telemedicina e telefonia rural. Em seu encalço está a rival PanAmSat, companhia latino-americana dona de uma constelação de 21 satélites, que ainda depende de autorização da Anatel para operar por aqui. Há mais: a espanhola Hispasat está chegando com US$ 300 milhões no bolso para viabilizar o lançamento de um satélite da estação do Centro de Alcântara, no Maranhão.

A disputa é estelar, mas as suas razões são bem visíveis aqui na terra. Todos estão de olho no incrível potencial de crescimento do mercado brasileiro com a expansão da comunicação móvel pessoal (a chamada Banda C começa a operar no próximo ano), da comunicação via videoconferência, da Intranet e da tevê por assinatura. A Hispasat, que já havia pago US$ 27 milhões de prêmio à Anatel para assegurar seu espaço no País, terá de esperar mais um pouco para decolar. A empresa está no meio de uma briga judicial com a Teleglobal, companhia que resultou da associação entre a russa Tríada e a coreana Kovecon. Explica-se: ambas participaram de licitação promovida pela Anatel para a construção e a exploração de um satélite brasileiro. A espanhola foi a vencedora, mas a concorrente questionou, na Justiça, o resultado. “Até o final do ano, a questão judicial estará resolvida e aí, sim, poderemos partir para o ataque”, diz Floriano de Azevedo Marques Neto, advogado da Hispasat.

Alta rotação. Enquanto os espanhóis ainda desatam o nó jurídico, o destino da PanAmSat deverá ser selado mais cedo. A Anatel já está estudando o pedido de autorização da companhia para começar a vender espaço em satélites a empresas locais. A movimentação é intensa. Se de um lado há a cobiça dos estrangeiros em cima do mercado brasileiro, de outro a chegada deles obriga uma ofensiva de empresas nacionais interessadas no setor. A primeira delas é a Embratel. “As atividades nessa área têm grande importância para nós”, diz o presidente do Conselho de Administração da empresa brasileira, Dan Crawford. A Embratel reservou investimentos de mais de R$ 500 milhões para criar uma divisão voltada exclusivamente para negócios envolvendo satélites. Nas próximas semanas, por exemplo, a empresa coloca no ar o Brasilsat B4, o primeiro a ter cobertura estendida a todos os países da América Latina.

Até a tradicional Intelsat está tendo que mudar a rota para cavar seu espaço no bilionário setor. “A empresa perdeu a agilidade, está amarrada por impedimentos legais e sofre com interesses divergentes”, analisa o diretor para a América Latina, Ruben Levcovitz. Fundada em 1964, a Intelsat reuniu, num acordo internacional, países interessados em agrupar sistemas de satélites para desenvolvimento e uso comuns. “Ela funciona como a ONU e como o Banco Mundial, ou seja, é uma organização em que todas as decisões são conjuntas e nenhum país deve ser favorecido individualmente”, explica Levcovitz. Agora, ameaçada pela concorrência global, a empresa começou a girar mais rápido. Está estudando uma nova forma de atuação, que prevê a contratação de executivos profissionais – em substituição à figura de governadores representando oficialmente os países que têm assento. E mais: derrubar regras que engessam a formação de preços, dificultam a distribuição e impedem a oferta de novos serviços. Para o brasileiro Levcovitz, o novo perfil da histórica Intelsat deverá estar construído até o ano que vem. “Voltaremos a ganhar o brilho dos anos 60”, assinala. “Mas, sempre com o conceito de provermos acesso universalmente. Independentemente de onde deva ser feita essa conexão, numa ilha isolada do Atlântico ou num grande centro”, acrescenta Levcovitz. A companhia, que faturou US$ 1 bilhão em 1999, programa decolar, em oito anos, para um resultado de US$ 3,5 bilhões.

LEIA MAIS

Atitude C&A

Chanceler da Fiesp

Yakult vira o sabor

Poço de problemas

O Brasil entra na órbita

País movido a luxo

Museu - um grande negócio

 


Copyright 1996/2000 Editora Três