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WEB EMPRESAS
Quem vai vencer na rede, de acordo com a McKinsey
Pesquisa
da consultoria traça perfil das .com que sobreviverão
Juliana
Simão
| Foto:
Biô Barreira |
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ARJONA:
Os sites vão mesmo desaparecer, mas
não os negócios eletrônicos
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Pense
num nome bonito para pendurar na porta; coloque uma decoração
interessante; faça uma boa promoção.
Assim começam muitas empresas de Internet, acreditando
que basta uma lojinha para obter sucesso na rede.
Mas os últimos dados de pesquisas vêm demonstrando
que manter uma empresa .com não é simples como
parece. Um levantamento catastrófico do Gartner Group
previu que entre 95% e 98% das empresas virtuais vão
morrer em dois anos. O Forrester Research, outro instituto
de pesquisas, exagerou: Todas as .com que dominam sua
tela irão desaparecer até 2001. Em meio
a tanta especulação, um estudo da respeitada
consultoria McKinsey promete ensinar algumas receitas para
os proprietários virtuais que não querem morrer
afogados no mar de wwws. Trata-se de um levantamento, em fase
de finalização, realizado com 80 companhias
líderes da Internet em diferentes segmentos de mercado.
O estudo confirma que os quebra-quebras devem ocorrer
podendo chegar a 99% mas prefere apontar tendências
para os outros 1%. Eis a fórmula:
O primeiro passo é simplificar ao máximo os
sites, conhecendo o consumidor-alvo e focando em um único
segmento. Coisas muito coloridas, com fotos e vídeos,
não servem para nada, comenta. Além do
óbvio, é preciso tratar bem do cliente: mandar
boletins de custos, entregar o produto quando e como ele gostaria.
Afinal, cliente insatisfeito deleta o site de sua memória.
Oitenta por certo dos que colocam compras no carrinho
não fecham a transação, conta o
mexicano Luis Arjona, que coordena o estudo. E aí está
o grande segredo: conseguir manter o usuário, por mais
tempo, no site. Para cativar cada consumidor, uma empresa
tem de gastar US$ 80 por mês. Mas um cliente fiel consome,
em média, três vezes o total do usuário
novo. A dificuldade é que menos de 2% viram clientes
fiéis. Os sites vão desaparecer mesmo,
mas não os negócios eletrônicos,
diz Arjona. Apenas os 1% que conseguirem elevar para
20% sua clientela fiel se manterão." Em outras
palavras: como na lojinha, não basta ser bonito. É
preciso vender pelo menos duas vezes por semestre para o mesmo
cliente.
Outros
segredos? Tome nota: é fundamental estar em buscadores
de sites, como Cadê, Yahoo! e AltaVista. Todos os dias
surgem coisas novas na rede e quem estiver longe de um sistema
de buscas não se faz visível. Outra dica fundamental
é ganhar a mídia. Uma matéria na televisão,
por exemplo, dobra o número de acessos diários
à página. A grande novidade, entretanto, rompe
com a mentalidade muito difundida na rede que,
para fazer sucesso, basta ter visitantes. É condição
necessária, não suficiente, diz Arjona.
Até agora, os analistas equacionavam crescimento de
visitação com sucesso do site: Isso reflete
no preço das ações, mas não mantém
a empresa no ar.
Pergunta fundamental: ainda há espaço para novatos?
Para quem tem dinheiro sobrando, o levantamento da McKinsey
indica: aposte no setor de expansão da Internet. Empresas
de venda de equipamentos, computadores, instrumentos de navegação.
Tudo que ajude a massificar a utilização da
rede. Outra boa dica é atuar no setor menos glamuroso,
mas muito importante, de funcionalidade ou seja, toda
a área de retaguarda que permite o fechamento de negócios
on line. Logística e tecnologia de base de dados estão
super em voga no mercado. Os mais céticos, claro, suspeitarão.
Afinal, qualquer previsão sobre a Internet com prazo
maior do que uma semana tem cara de chute. Mas, quem sabe
uma ou outra dica não ajuda a pôr a bola no gol?
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