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MOEDA FORTE
Sergio Leo

"A bancada aprova por unanimidade!"

Com ressentimentos
Frustrada, e não contente, ficou a nova diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi, com a eficiência do rolo compressor governista, que a confirmou na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Como os senadores contrários à indicação saíram em massa, sem sabatinar Tereza, gorou a estratégia de Armínio Fraga, pela qual a própria diretora, mostrando firmeza, divulgaria documentos para rebater as acusações da oposição. Sem argüição, coube aos governistas, como José Roberto Arruda, mostrar peças da defesa preparada pelo BC. “Fiquei desapontada”, desabafou a nova diretora, ao deixar o Senado. Dois experientes senadores governistas recomendam cautela a Armínio, daqui em diante, nas coisas que dependam do Senado. Tereza saiu frustrada. Mas muita gente lá ficou ressentida.

Exportações decolam
Os relatos de empresários ao governo indicam um aumento de 40% nas exportações de têxteis. As exportações do setor automotivo devem superar os US$ 4 bilhões, e as da indústria química, US$ 3 bilhões. As vendas externas da indústria de celulose aumentarão quase 50%. O Palácio do Planalto deve começar em breve a divulgar os números otimistas que os exportadores têm levado a Brasília.

Viva o infrator!
Na busca por verbas para agasalhar despesas, os parlamentares do PMDB querem financiar parte dos gastos em estradas com R$ 744 milhões da arrecadação com multas em lombadas eletrônicas e radares, além da polícia rodoviária. É quase cinco vezes mais do que se arrecadou com as mesmas multas em 1999.

Decisão salomônica
Não ficará nem com Alcides Tápias, no Desenvolvimento, nem com Martus Tavares, no Planejamento, a futura Agência de Promoção aos Investimentos anunciada com pompa pelo Palácio do Planalto. Terá apoio oficial, mas será independente, administrada pelo setor privado. Resta saber se sairá do papel.

“Ein caipi, bitte”
O maior sucesso brasileiro na Feira Industrial de Hannover foi a velha e boa caipirinha, feita artesanalmente no estande do Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Aguardente de Cana, Caninha ou Cachaça (PBDAC). A Caipi, como se diz lá, só perde para a cerveja na preferência dos alemães.

Vergonha mundial
O relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento, que começa sua reunião anual nesta semana, mostra que andamos em marcha à ré: a renda per capita brasileira, que equivalia a 22% da renda per capita dos europeus, hoje está em 16%. Próximo aos níveis de 1970.

Luxo amazônico
A Mercedes-Benz pretende usar fibra do curauá, tipo de abacaxi selvagem paraense, no revestimento do Classe A feito em Juiz de Fora. Politicamente corretíssima, a fibra do curauá é biodegradável e substitui o sisal e a fibra de coco, culturas que exploram mão-de-obra infantil. A montadora investirá US$ 3 milhões na pesquisa sobre o abacaxi do Pará, e tem apoio do Banco Mundial no projeto, que deve gerar 400 empregos.

S/A
Está pronto o acordo entre a equipe econômica e o relator Emerson Kapaz para o projeto da nova Lei das S/As, protegendo acionistas minoritários e facilitando a abertura de capital. Há planos de começar nesta semana a discuti-lo no Congresso.

Colaboraram Sergio Lírio e Ivan Martins

 


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