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CONSUMO
Swatch acerta os ponteiros
Executivo
suíço recupera a filial brasileira
Paula
Pacheco
| Foto:
Biô Barreira/Fotomontagem: Galismarte |
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AESCHBACH:
Ele trocou 80% da equipe e tirou da lista de clientes
mais de 60 lojas
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Para
os suíços, fabricar e vender relógios
não tem muito mistério. Mas o Grupo Swatch,
gigante mundial do setor, presente em 120 países, anda
às voltas com um problema inédito em sua história:
não consegue repetir no Brasil o sucesso alcançado
em outros mercados de dimensões semelhantes. Até
um ano atrás, por exemplo, as vendas da filial brasileira
eram comparadas às de pequenos países da Europa,
como a Bélgica. O problema seria o poder aquisitivo
da população? No caso da Swatch, não.
A empresa tem no portfólio 15 marcas que atendem a
todo tipo de cliente, desde aquele que pode pagar R$ 60 por
um relógio até aquele que tem mais de R$ 50
mil no bolso para comprar modelos sofisticados vendidos apenas
em joalherias. Então, onde foi que a filial errou?
Com a palavra, o suíço Stefan Aeschbach: Errou
em tudo o que se refere à estratégia de vendas,
treinamento, posicionamento de mercado.
Aeschbach chegou em dezembro de 1998 com a missão de
acertar os ponteiros na operação brasileira.
Na bagagem, a experiência de quem já trabalhou
até em uma indústria de armamentos na Arábia
Saudita. O executivo conseguiu mudar, em um ano, a cara da
Swatch. As vendas do ano passado (divulgadas neste mês)
aumentaram 18%, em dólar, em relação
a 1998 ele não revela números absolutos
de vendas ou de faturamento , enquanto a indústria,
segundo o executivo, viu seus números encolherem por
volta de 25% no mesmo período. No Brasil, o Grupo Swatch
trabalha com as marcas Omega, Rado, Longines, Tissot, Mido,
Calvin Klein e, obviamente, Swatch.
A
empresa cresceu 18%
A indústria encolheu 25% |
Cabeça
dura. Aeschbach não encontrou uma situação
animadora na filial brasileira. Quando cheguei aqui,
tinha de decidir se fecharíamos o negócio ou
se mudaríamos algo, conta. O presidente da Swatch
brasileira trocou 80% da equipe, excluiu 60 lojas da sua lista
de clientes, deu vida nova à marca e fez o treinamento
chegar até o pessoal da assistência técnica.
Aeschbach ouviu histórias de clientes que esperaram
até um ano para ter o relógio de volta do conserto.
Nem a sede da empresa escapou e também foi para um
novo endereço. A cara da operação brasileira
realmente mudou. O executivo ganhou a confiança da
matriz, trouxe mais duas marcas do grupo e conseguiu aprovar
uma edição limitada de relógios comemorativa
aos 500 anos de descobrimento do Brasil para as marcas Swatch
e Tissot. O segredo, segundo Aeschbach, começa com
uma característica muito particular: Sou cabeça
dura. Parece que o estilo do executivo suíço
deu certo.
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