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PESQUISA/EXCLUSIVO
DINHEIRO NA WEB
Pérola do mercado
Pesquisa
mostra que os investidores americanos estão mais interessados
que nunca no Brasil
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Preferência
americana: Qual país seria sua primeira escolha para
investir?
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México
31%
Brasil 30%
Argentina 7%
Chile 4%
Panamá 4%
Venezuela 3%
Colômbia 3%
Peru 1%
Equador 1% |
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Fonte:
FleetBoston |
Os
investidores americanos estão mais confiantes no Brasil
hoje do que estavam um ano atrás. Aliás, estão
mais confiantes do que nunca. Pelo menos este é o resultado
da enquete feita pela StrategyOne, uma empresa americana de
pesquisas, por encomenda do grupo FleetBoston (o conglomerado
formado pela fusão dos grupos BankBoston e Fleet Bank),
para descobrir em que países da América Latina
os empresários dos Estados Unidos estão mais
dispostos a investir seu dinheiro. O Brasil, que um ano atrás
era apontado por apenas 13% como o lugar prioritário
para receber investimentos, mais do que dobrou nessa espécie
de bolsa de apostas. Agora é considerado o favorito
por 30% deles. É a taxa de confiança mais alta
entre investidores americanos nos últimos cinco anos,
desde que a pesquisa foi realizada pela primeira vez - justamente
no ano mais "feliz" do Plano Real.
E
o que significa isso? Não é possível
prever cifras com base apenas em opiniões, mas basta
lembrar que antes da crise da Rússia havia um saldo
de US$ 28,4 bilhões de dinheiro estrangeiro nas bolsas
brasileiras. Hoje, essa conta é de apenas US$ 17,6
bilhões. "O aumento de confiança mexe com
as expectativas dos investidores e obriga quem está
otimista a trazer logo dinheiro para o País",
raciocina André Petersen, diretor de fundos de investimento
do banco Prosper. "O México já virou investment
grade (passou a ser classificado pelas agências de rating
como um país seguro para se investir) e o Brasil vai
pelo mesmo caminho, se não fizer muitas besteiras na
área fiscal", completa.
A
pesquisa ouviu 200 executivos de grandes empresas americanas.
Metade era do setor financeiro (banqueiros de investimento,
diretores de fundos de pensão e administradores de
portfólios) e a outra metade, executivos de empresas
multinacionais com investimentos globais. Os critérios
do estudo, que será apresentado na reunião desta
semana do Banco Interamericano de Desenvolvimento, BID, obedecem
à ótica do norte, a partir da qual se enxergam
países tão diferentes quanto Brasil, Paraguai,
Costa Rica e Guiana Inglesa como se fizessem parte do mesmo
bolo, pressuposto a partir do qual se decide o fluxo do dinheiro
no mundo.
Olhando
para o continente como um todo, 50% dos entrevistados se disseram
"mais confiantes" na América Latina que um
ano atrás, 31% disseram confiar "na mesma proporção"
e apenas 18% se disseram menos confiantes. O Brasil, país
que mais melhorou na classificação, está
agora virtualmente empatado com o México, com 30%,
contra 31% (a diferença é menor que a margem
de erro). A pesquisa não apurou diretamente em que
tipo de negócios os americanos estão apostando
seu capital, mas perguntou quais os setores que, em sua avaliação,
devem crescer mais rapidamente nos próximos anos. Eles
citaram citaram - nessa ordem - telecomunicações
e tecnologia (53%) e indústria (22%). Bem atrás,
6% apostaram no setor de serviços.
Prioridade
geral de investimento, para todos, é a Internet. Hoje,
45% dos entrevistados dizem que os negócios na rede
representam menos de 10% de seu faturamento. Mais da metade
dos executivos prevê que terá pelo menos 30%
de seu negócio funcionará on-line dentro de
cinco anos. Um grupo ainda mais empolgado, de 27%, acredita
que, daqui a cinco anos, estará fazendo pelo menos
60% de seus negócios on-line. Quando chamados a prever
quais os melhores países para investimentos na rede,
30% citaram o Brasil (atrás apenas do México,
com 39%), e ignoraram solenemente a Argentina e o Chile (com
respectivamente 6% e 5%).
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