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MODÉSTIA A PARTE
Olha quem levou a melhor na rede
Como a Oracle virou o “motor da Internet”

Foto: AP
ELLISON EM AÇÃO: Elegância, marketing e soluções que colocaram a Oracle na dianteira

Bill Gates tentou, Scott McNealy, da Sun, também, mas o título de empresário de software mais influente da Internet está ficando nas mãos de Larry Ellison – o temperamental, elegante e ardiloso fundador da Oracle. A maior e mais tradicional fornecedora de bancos de dados (aqueles programas usados nas empresas para armazenar informações) fez desde 1995 um enorme esforço para adaptar sua linha às necessidades da rede. Hoje, como recompensa por ter saído à frente, seus produtos são utilizados pelos 10 maiores sites, por 93% das empresas .com que estão na Bolsa americana e por algumas das maiores companhias não digitais – como Chevron, Ford, Sears e Carrefour – que decidiram lançar operações na rede. “Os bancos de dados e os programas aplicativos da Oracle tornaram-se o padrão mundial para a Internet”, gaba-se Ellison. “Quanto mais rápido a Internet cresce, mais rápido nós crescemos.” Não parece gabolice. No último trimestre, as vendas de seus programas para compras pela Internet cresceram 231%. “A Oracle talvez seja a empresa melhor posicionada no mercado para lucrar com o comércio digital”, diz o analista americano Bob Austrian.

Para chegar à posição atual de “motor da Internet”, a Oracle usou empenho técnico e muito esforço de marketing. Desde 1975, Ellison vem pessoalmente martelando a idéia de que os bancos de dados são a ferramenta para conexão das empresas à rede. No começo, ele tentou convencer o mercado de que haveria uma explosão de entretenimento virtual. Mais recentemente, passou a apresentar seus bancos de dados como a melhor solução para as atividades empresariais na rede. Aí entra o empenho técnico. A última geração de programas da Oracle permite uma ligação simples e rápida entre os computadores internos das empresas e a rede – o que facilita tremendamente a montagem de sistemas de e-commerce, atendimento de clientes e relação com os fornecedores. “No Brasil, as vendas desse tipo de solução estão crescendo três digitos percentuais por ano”, afirma Luiz Meisler, presidente da Oracle brasileira. Em seu último ano fiscal, encerrado em maio, a empresa faturou US$ 160 milhões. Neste ano, a situação promete ser ainda melhor.

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