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MOEDA FORTE
Sergio Leo
A Privatização da Petrobrás
Os tamborins abafaram, semana passada, a repercussão
das declarações de Francisco Gros contra a presença
da Petrobras nas companhias petroquímicas privatização
de fachada, nas palavras do novo presidente do BNDES. Mas
só a conhecida discrição de Gros impedirá
um conflito aberto com os integrantes do governo que torcem o
nariz para a desestatização.
Privatista convicto, ele crê que a Petrobrás, o
Banco do Brasil e a Caixa Econômica não têm
como competir no mercado globalizado e dependerão sempre
de injeções de dinheiro federal. Em entrevista à
Folha de S. Paulo, no ano passado, o então executivo do
Morgan Stanley até detalhou o modelo de seus sonhos, no
qual estatais seriam preparadas para venda de forma pulverizada
em bolsas de valores e no exterior. O modelo que defendo
é o da estatal argentina de petróleo, a YPF,
declarou ao jornal.
A equipe econômica admite que a venda das ações
excedentes da Petrobras, neste ano, incluirá uma oferta
a investidores estrangeiros. Boa chance para ensaiar o modelo
sonhado por Gros.
Choro dos contadores
A globalização pesa até na contabilidade
das empresas. O conselho diretor do Iasc, órgão
que regulamenta as normas contábeis, com sede em Londres,
reúne-se pela primeira vez no Brasil, nesta semana. Na
pauta, as diferenças entre as contas brasileiras e internacionais,
motivo de choro entre os CEOs das multis no País. Estão
mirando na lei das S.A., em discussão no Congresso.
Plim Plim
Ao vender para a Portugal Telecom o Zip.Net, Marcos de Moraes
passou aos portugueses uma adiantada negociação
com José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni.
É com o Zip.Net que Boni vem conversando para montar um
portal na Internet, com o Unibanco e a Pelé Esportes de
sócios. Nos anos 60, a TV não tinha um padrão,
que foi criado com a Globo, tem dito Boni aos amigos. Quero
fazer o mesmo na Internet.
Carro atolado
É jogada de marketing ou pressão política
a história de que o governo já aprovou o programa
de substituição da frota, com subsídio oficial.
O ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, espera até
hoje, cada vez mais irritado, os cálculos detalhados que
pediu à Anfavea, sobre custos e repercussões do
programa na economia.
Desde o Pau-Brasil
O presidente da Sobeet, Antônio Corrêa de Lacerda,
lança nesta semana o livro Economia Brasileira, escrito
em parceria com quatro colegas da USP e PUC-SP e editado pela
Saraiva. Distribuído desde dezembro em universidades, o
livro aborda 500 anos da economia do País. Já vendeu
2 mil exemplares.
Dinheiro não, thanks
Uma missão do FMI verifica nesta semana o comportamento
da economia brasileira. Se agradar, o Brasil se habilita a sacar
US$ 1,1 bilhão da instituição. Só
que o governo vai dispensar o dinheiro caro do fundo. Os lançamentos
programados de bônus da República e os empréstimos
já acertados com o BID e Banco Mundial devem cobrir com
tranqüilidade as necessidades do País.
Colaboraram Estela Caparelli e Nelson Rocco
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