16 de fevereiro de 2000 - nº 129 


Crédito na tela do micro
Escravos da tecnologia
Um lugar só seu no Maracanã
Clima de romance no ar

Maratona de prazer em 20 dias

Pechincha de US$ 12 milhões









AVIAÇÃO
Clima de romance no ar
Virgin cria primeira classe com cama dupla

(Foto: BLOOMBERG)
GUERRA INGLESA: Ayling, da British, faz de tudo pelos executivos

Se o assunto for primeira classe nos aviões, é bom consultar os ingleses. Depois de anos sendo humilhadas pelos franceses (o sucesso do Concorde teria sido demais para eles) e até por asiáticos (a Singapore Airlines é campeã no assunto), as companhias aéreas britânicas resolveram reagir. Primeiro veio o exótico Richard Branson, dono da Virgin Atlantic, e sua nova cabine de luxo em estilo "romântico". Toda revestida em couro vermelho com detalhes cromados, a decoração da primeira classe dos aviões da empresa pretende retomar a era de ouro da aviação dos anos 30. "Aquela época era glamurosa, romântica e excitante", diz Branson, nascido na década de 40. Logo mais, os aviões da Virgin trarão uma outra novidade: cabines privativas com camas duplas, a exemplo dos navios transatlânticos. O casal que quiser experimentar uma lua-de-mel a bordo deve se preparar para gastar US$ 18 mil por uma noite.

A alcova aérea ainda é só um projeto, mas o passageiro da Virgin já não tem do que reclamar - isso se ele não se incomodar com o forte tom do vermelho escolhido pessoalmente por Branson. O bar (só os aviões da Virgin possuem um bar de verdade, com balcão e banquinhos) ficou maior e agora traz sete confortáveis poltronas de couro para uma happy hour aérea. A iluminação é especial e proporciona sete "climas" diferentes, de acordo com o momento do vôo. Outro diferencial das máquinas de Branson é o salão de beleza a bordo - uma equipe especializada faz as unhas, tira os cravos ou corta o cabelo dos passageiros da primeira.

Envie esta página para um amigo Correndo atrás do ousado concorrente, o presidente da British Airways, Bob Ayling, resolveu dar prioridade total aos passageiros endinheirados. Depois de criar cabines exclusivas para os passageiros da primeira classe - as poltronas são isoladas por paredes de madeira e reclinam 180 graus - e colocar a tradicional companhia no topo de qualquer lista de avaliação dos serviços, chegou a vez dos passageiros executivos. Aylin pretende reduzir em 12% a capacidade de seus aviões para que sobre mais espaço para eles - afinal, esse é um público que pouco se importa quanto custa o vôo e que quer, simplesmente, ser bem tratado. No fim do ano passado, o chefão da British lançou com pompa e circunstância a nova poltrona executiva. E não deixou dúvidas quanto às suas intenções. Sem cerimônia, sentou na poltrona e passou a recliná-la para provar que ela chega aos 180 graus. Terminou o evento numa posição constrangedora - deitado. Mas satisfeito.

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