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AVIAÇÃO
Clima
de romance no ar
Virgin cria
primeira classe com cama dupla
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(Foto:
BLOOMBERG)
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| GUERRA
INGLESA: Ayling, da British, faz de tudo pelos executivos |
Se o assunto for primeira classe nos aviões, é bom consultar
os ingleses. Depois de anos sendo humilhadas pelos franceses (o
sucesso do Concorde teria sido demais para eles) e até por asiáticos
(a Singapore Airlines é campeã no assunto), as companhias aéreas
britânicas resolveram reagir. Primeiro veio o exótico Richard
Branson, dono da Virgin Atlantic, e sua nova cabine de luxo em
estilo "romântico". Toda revestida em couro vermelho com detalhes
cromados, a decoração da primeira classe dos aviões da empresa
pretende retomar a era de ouro da aviação dos anos 30. "Aquela
época era glamurosa, romântica e excitante", diz Branson, nascido
na década de 40. Logo mais, os aviões da Virgin trarão uma outra
novidade: cabines privativas com camas duplas, a exemplo dos navios
transatlânticos. O casal que quiser experimentar uma lua-de-mel
a bordo deve se preparar para gastar US$ 18 mil por uma noite.
A alcova aérea ainda é só um projeto, mas o passageiro da Virgin
já não tem do que reclamar - isso se ele não se incomodar com
o forte tom do vermelho escolhido pessoalmente por Branson. O
bar (só os aviões da Virgin possuem um bar de verdade, com balcão
e banquinhos) ficou maior e agora traz sete confortáveis poltronas
de couro para uma happy hour aérea. A iluminação é especial e
proporciona sete "climas" diferentes, de acordo com o momento
do vôo. Outro diferencial das máquinas de Branson é o salão de
beleza a bordo - uma equipe especializada faz as unhas, tira os
cravos ou corta o cabelo dos passageiros da primeira.
Correndo atrás do ousado concorrente, o presidente
da British Airways, Bob Ayling, resolveu dar prioridade total
aos passageiros endinheirados. Depois de criar cabines exclusivas
para os passageiros da primeira classe - as poltronas são isoladas
por paredes de madeira e reclinam 180 graus - e colocar a tradicional
companhia no topo de qualquer lista de avaliação dos serviços,
chegou a vez dos passageiros executivos. Aylin pretende reduzir
em 12% a capacidade de seus aviões para que sobre mais espaço
para eles - afinal, esse é um público que pouco se importa quanto
custa o vôo e que quer, simplesmente, ser bem tratado. No fim
do ano passado, o chefão da British lançou com pompa e circunstância
a nova poltrona executiva. E não deixou dúvidas quanto às suas
intenções. Sem cerimônia, sentou na poltrona e passou a recliná-la
para provar que ela chega aos 180 graus. Terminou o evento numa
posição constrangedora - deitado. Mas satisfeito.
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