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MARKETING
Octagon entra na área
Além
do futebol, empresa irá investir em autódromos,
atletas e eventos esportivos no Brasil
Carlos Eduardo Sambrana
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(Foto:
GUSTAVO LOURENÇÃO)
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LUIS
F. TAVARES: Empresa irá
aplicar
US$ 500 milhões no Santos
e no Atlético Mineiro
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Atente para estes números. No mundo, o esporte movimenta
algo em torno de US$ 1 trilhão. Nos Estados Unidos, o setor
representa 4,5% do PIB, algo como US$ 414 bilhões. A cada
gol, cesta, raquetada, enfim, a cada belo lance as caixas registradoras
das empresas de marketing esportivo rodam numa velocidade impressionante.
Trata-se hoje de uma das mais lucrativas indústrias do
planeta e fez nascer grandes companhias da noite para o dia. O
caso da novata Octagon é emblemático. Já
ouviu falar dela? Vamos às apresentações:
a empresa surgiu nos Estados Unidos, em 1997, como braço
de marketing esportivo do Interpublic Group Companies (IPG), gigante
de US$ 28 bilhões que controla agências como McCann
Erickson, Lowe e Lintas, entre outras. Em poucos menos de três
anos, ganhou o mundo por meio de aquisições ou parcerias
e conseguiu, até agora, cravar sua bandeira em 17 países,
Brasil inclusive. Desde sua criação, a Octagon multiplicou
seu tamanho por cinco e desde então vem fazendo fortuna
administrando carreiras de atletas, dando consultoria a quem pretende
investir em propagandas na área esportiva, vendendo e distribuindo
direitos de televisão, produzindo programas, promovendo
eventos e trabalhando com o licenciamento de marcas.
No Brasil, a Octagon fez a sua estréia em grande estilo:
comprou 49% da maior companhia de marketing esportivo da América
Latina, a Koch Tavares, e levou junto uma carteira de eventos
que inclui, entre outras atrações, o futebol de
areia e o vôlei de praia. Isso sem falar nos direitos comerciais
para o Brasil dos principais torneios de tênis do mundo.
"Apesar destes grandes eventos, nossa meta por aqui não
poderia ser outra se não o futebol", diz Luis Felipe
Tavares, presidente da filial brasileira da Octagon. Há
muito espaço para crescimento. No Brasil, esse esporte
movimenta anualmente de US$ 800 milhões a US$ 1 bilhão.
No mundo, o faturamento chega a US$ 250 bilhões anuais.
Para atuar nos campos brasileiros, a Octagon Koch Tavares foi
buscar a parceria do CIE (Corporação Interamericana
de Entretenimento), grupo mexicano que fatura US$ 500 milhões
por ano e atua na área de entretenimento. Os alvos da CIE/Octagon
Koch Tavares no momento são o Santos e o Atlético
Mineiro. "Acredito que nos próximos 20 a 30 dias estaremos
assinando a papelada com os clubes", diz Tavares. A parceria
assegura à Octagon os direitos sobre o licenciamento de
todos os produtos que levarem o distintivo de cada time. Futuramente,
Tavares pretende negociar até os direitos televisivos dos
jogos dos dois clubes. Em troca, a empresa fará um aporte
de US$ 250 milhões no Santos em um período de 10
anos. Outros US$ 250 milhões serão investidos no
Atlético Mineiro em 15 anos. Do total arrecadado, ao final
de um ano, 30% vão para o clube e o restante para os cofres
da empresa.
Além dos negócios envolvendo o futebol,
as previsões para este ano são bem otimistas. "Um
dos planos é produzir programas esportivos para a televisão",
revela Tavares. Outra idéia é seguir os passos de
seus pares da Octagon na Inglaterra, que pagaram US$ 290 milhões
para ter o direito de administrar o autódromo de Brands
Hatch. No Brasil, pode ser Jacarepaguá ou Interlagos. Tavares
não conta. Diz apenas que está na fase dos primeiros
contatos. Mas, a julgar pela velocidade com que a empresa costuma
avançar em novos negócios, não será
nenhuma surpresa se nos próximos anos o logotipo dos americanos
aparecer ao lado dos bólidos durante o Grande Prêmio
Brasil de F-1.
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